Empresa encerrou serviços no país na quarta-feira como parte de uma revisão global de suas operações
A Uber encerrou as operações na Nigéria após 12 anos de atuação no país e agora está na mira das autoridades locais. A saída aconteceu de forma abrupta em 2 de setembro, mesma data em que a empresa também deixou de operar em Uganda, provocando questionamentos sobre como clientes e motoristas foram afetados pela decisão.
A Comissão Federal de Concorrência e Proteção ao Consumidor da Nigéria abriu uma investigação para apurar principalmente possíveis serviços que ficaram pendentes após o encerramento das atividades. A preocupação das autoridades envolve compromissos que ainda poderiam existir com passageiros e motoristas depois que o aplicativo deixou de oferecer corridas no país.
A empresa informou que a decisão foi tomada após uma revisão de suas operações e que o encerramento na Nigéria e em Uganda estava restrito a esses dois mercados. A companhia não apresentou uma razão específica para abandonar a Nigéria, onde havia iniciado as atividades em Lagos em 2014 e posteriormente expandido para outras cidades.
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A saída acontece em meio a um momento de forte pressão sobre os negócios da empresa. No mesmo processo de reestruturação, a Uber anunciou o corte de cerca de 3.300 funcionários em todo o mundo, o equivalente a aproximadamente 10% da força de trabalho. O mercado nigeriano também vinha enfrentando inflação, aumento dos custos de combustível, desvalorização da moeda e concorrência de empresas como Bolt e inDrive.
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Com o fim das operações, concorrentes passaram a mirar o espaço deixado pela Uber em um dos maiores mercados da África. As autoridades, entretanto, querem entender se a companhia cumpriu todas as obrigações com consumidores antes de deixar o país. A investigação deverá analisar a forma como o encerramento foi realizado e eventuais pendências deixadas para trás.