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Ucrânia acusa Rússia de recrutar adolescentes para envenenar militares em encontros amorosos
Foto: Divulgação

utoridades ucranianas afirmam que jovens são aliciadas pela internet para participar de supostos planos de assassinato contra soldados do país.

A Polícia Nacional da Ucrânia acusa a Rússia de utilizar adolescentes e jovens mulheres em operações clandestinas destinadas a assassinar militares ucranianos. Segundo as autoridades, os supostos recrutamentos ocorreriam por meio da internet, com promessas de dinheiro em troca da participação nos crimes.

 

De acordo com o chefe da polícia ucraniana, Ivan Vyhivskyi, pelo menos seis casos semelhantes já foram identificados durante as investigações. As suspeitas apontam que recrutadores ligados aos serviços de inteligência russos estariam atuando em aplicativos de mensagens para aliciar mulheres e coordenar as ações à distância.

 

As jovens seriam orientadas a entrar em contato com militares ucranianos por meio de plataformas de relacionamento e marcar encontros presenciais. Ainda segundo a polícia, os responsáveis pela operação forneceriam recursos financeiros para aluguel de imóveis e outras despesas relacionadas aos encontros.

 

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As investigações indicam que as participantes receberiam instruções para obter metadona, um opioide sintético utilizado na medicina, mas que pode representar risco fatal quando administrado em altas doses. A substância seria adicionada às bebidas consumidas pelos militares durante os encontros.

 

Um dos casos mais recentes ocorreu na região de Zhytomyr, onde um soldado de 27 anos foi encontrado morto dentro de uma residência. Durante a apuração, investigadores localizaram vestígios de uma substância suspeita em objetos utilizados pela vítima.

 

Em decorrência do caso, uma adolescente de 17 anos foi presa na cidade de Berdychiv sob suspeita de participação no envenenamento. Conforme o relato das autoridades, ela teria afirmado terecebido instruções por meio do aplicativo Telegram de uma pessoa supostamente ligada aos serviços de segurança russos.

 

Segundo a investigação, a jovem recebeu uma encomenda contendo uma substância transparente, identificada preliminarmente como metadona. Ela é suspeita de ter misturado o produto a uma bebida alcoólica consumida pelo militar, que morreu pouco tempo depois.

 

A Rússia não comentou publicamente as acusações. Ao longo da guerra iniciada em fevereiro de 2022, Moscou e Kiev têm trocado acusações envolvendo espionagem, sabotagem e recrutamento de cidadãos do país rival para a realização de ataques direcionados.

 

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As autoridades ucranianas seguem investigando os casos para identificar possíveis conexões entre os suspeitos e estruturas de inteligência estrangeiras, além de apurar a extensão do suposto esquema de recrutamento. 

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