A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, apresentou nesta quarta-feira uma estratégia para eliminar barreiras e promover maior cooperação entre os Estados-membros do bloco. O plano abrange áreas que vão desde finanças até energia e telecomunicações, com objetivo de reduzir obstáculos para comércio e investimentos, além de ajudar pequenas e médias empresas a crescer e acelerar a digitalização.
"O contexto global atual exige vontade política para enfrentar de uma vez por todas as barreiras remanescentes", afirmou a Comissão em seu documento estratégico divulgado hoje. "É hora de fazer o mercado europeu funcionar, é hora de escolher a Europa."
Criada há mais de três décadas, a UE abrange cerca de 26 milhões de empresas e 450 milhões de consumidores, tornando a região o segundo maior mercado global, com um PIB de € 18 trilhões (cerca de R$ 115,6 trilhões na cotação atual).A Comissão informou que planeja reduzir em € 400 milhões anuais os custos administrativos para as empresas em sua proposta de simplificação.
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Foto:Reprodução
Quase nove anos após a realização do referendo do Brexit, Reino Unido e UE firmaram um acordo nesta segunda-feira para uma parceria estratégica que cobre áreas de defesa, cooperação internacional e comércio exterior, em um importante movimento de reaproximação e alinhamento após a saída de Londres do bloco europeu em 2020.
O pacto foi concebido para ajudar as duas partes a trabalharem de forma mais estreita num momento em que os Estados Unidos sinalizam uma redução no seu compromisso com a segurança europeia. Ele também reflete a ambição do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de "redefinir" as relações com o bloco de 27 países após a saída do Reino Unido da União Europeia.
O ponto alto das tratativas é a Parceria de Segurança e Defesa — que estabelece que autoridades britânicas e europeias deverão se reunir a cada seis meses para discutir a política externa e defesa. Ambos vão coordenar sanções, compartilhar mais informações e desenvolver uma política de segurança nacional ligada ao setor espacial.
O governo britânico também afirmou que o acordo “abre caminho” para que empresas de armamentos com sede no Reino Unido tenham acesso ao programa Security Action for Europe (Safe), que oferece empréstimos para projetos de defesa.
— [É] um grande dia porque agora estamos virando a página e abrindo um novo capítulo — afirmou Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Além dela, também estavam presentes no momento do acordo o premier britânico, Keir Starmer, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
— Isso é muito importante nestes tempos, porque vemos o aumento das tensões geopolíticas, mas temos a mesma mentalidade. Compartilhamos valores.
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A colaboração abrangerá questões regionais e globais, com as duas partes também comprometidas em trabalhar juntas para aprimorar a mobilidade militar, combater ameaças cibernéticas, tornar sua infraestrutura crítica mais resiliente e cooperar em questões de segurança econômica, como o excesso de capacidade global de produção de aço. Além do setor de defesa, a UE e o Reino Unido também firmaram acordos sobre pesca, exportações agrícolas e mercado de carbono.
Fonte: O Globo