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Um preso morre a cada 19 horas no sistema prisional de São Paulo; maioria das mortes é por doenças tratáveis, aponta relatório
Foto: Reprodução/Defensoria Pública do Estado de São Paulo

Falta de médicos e profissionais de saúde nas unidades prisionais está entre os principais fatores para a alta mortalidade. Secretaria de Administração Penitenciária diz que presídios paulistas contam com equipes de saúde e atendimento online

Um relatório divulgado pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) indica que um preso morre a cada 19 horas no sistema penitenciário de São Paulo. O levantamento também aponta que a maior parte desses óbitos está associada a doenças que poderiam ser tratadas com assistência médica adequada.

 

Os dados analisam o período entre 2015 e 2023 e revelam falhas estruturais no atendimento à saúde dentro das unidades prisionais, incluindo falta de profissionais e dificuldades de acesso a serviços básicos.

 

Segundo o estudo, das 180 unidades prisionais do estado, 78 não contam com equipes vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), o que compromete o acompanhamento contínuo dos detentos.

 

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O relatório também destaca que milhares de atendimentos médicos deixam de ser realizados por falta de escolta para transporte de presos até hospitais externos, agravando quadros que poderiam ser evitados com intervenção precoce.

 

Preso mostra marcas de doença de pele no braço em cela do Centro de Detenção Provisória II de Osasco, na Grande São Paulo — Foto: Divulgação/Condepe-SP

Preso mostra marcas de doença de pele no braço em cela do

Centro de Detenção Provisória II de Osasco, na Grande

São Paulo. (Foto: Divulgação/Condepe-SP)

 

Entre as principais causas apontadas estão doenças como tuberculose, infecções e complicações de condições crônicas, além de problemas associados à superlotação e às condições insalubres das celas.

 

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O documento foi elaborado a partir de audiência pública com participação de órgãos de direitos humanos, pesquisadores e representantes da sociedade civil, e reforça o diagnóstico de que parte significativa das mortes poderia ser evitada com melhor estrutura de saúde no sistema prisional. 

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