Segundo a Comissão Europeia, contas de usuários menores de 18 anos podem ser facilmente encontradas e visualizadas por outras pessoas na internet, o que contraria a lei de plataformas digitais do bloco
A União Europeia acusou o TikTok de não proteger adequadamente a privacidade e a segurança de adolescentes na plataforma. Segundo a Comissão Europeia, as configurações da rede social podem deixar menores expostos a cyberbullying, contatos indesejados e comportamentos predatórios.
As conclusões preliminares apontam que adolescentes podem alterar com facilidade as configurações de privacidade e tornar os perfis públicos. Mesmo contas privadas de usuários entre 16 e 17 anos ainda poderiam ser encontradas por desconhecidos em determinadas situações, segundo os reguladores europeus.
A Comissão Europeia afirmou que as medidas de proteção deveriam vir ativadas por padrão, e não depender apenas de alterações feitas pelos próprios adolescentes. Caso a investigação confirme as violações, o TikTok poderá ser multado em até 6% de sua receita anual global.
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A plataforma, por sua vez, afirma que possui mais de 50 recursos de privacidade e segurança voltados para contas de adolescentes e que trabalha para proteger os usuários mais jovens. A empresa também informou que pretende analisar as conclusões da União Europeia e colaborar com as autoridades.
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O caso faz parte de uma ofensiva cada vez maior da União Europeia contra grandes plataformas digitais. O bloco vem pressionando empresas de tecnologia a adotar medidas mais rígidas para proteger crianças e adolescentes de riscos como exposição indevida, assédio e comportamentos predatórios no ambiente virtual.