Além da União Europeia, outros mercados considerados estratégicos para a carne bovina brasileira
A União Europeia voltou a endurecer as regras para importação de produtos de origem animal do Brasil, reacendendo o debate sobre as exigências sanitárias impostas pelo bloco europeu e a capacidade do país de atender aos critérios internacionais.
Os europeus decidiram retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal, como carne bovina, carne de frango, ovos e mel, medida que deve entrar em vigor a partir de setembro. A decisão ocorre em meio a questionamentos sobre o cumprimento de normas sanitárias previstas em acordos comerciais firmados entre o Mercosul e a União Europeia.
Entre os principais pontos de preocupação estão regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na criação animal. Segundo as exigências europeias, determinados medicamentos e substâncias utilizados na pecuária não podem ser empregados em animais destinados ao consumo humano exportado ao continente europeu.
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O tema já vinha sendo discutido desde a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, em 2024. Ainda assim, autoridades brasileiras tentaram negociar um período de adaptação gradual para adequação completa às normas até 2029. A proposta, porém, foi rejeitada pelos europeus.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro prepara documentos técnicos e sanitários para tentar reverter a decisão e comprovar que o país possui condições de atender às exigências internacionais.
Além da União Europeia, outros mercados considerados estratégicos para a carne bovina brasileira, como Japão e Coreia do Sul, ainda mantêm restrições à entrada do produto brasileiro, principalmente por critérios sanitários e protocolos de segurança alimentar.
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Enquanto isso, o Congresso Nacional analisa medidas voltadas ao setor agropecuário, como o chamado “Desenrola do Agro” e propostas relacionadas ao seguro rural. O tema ganhou ainda mais relevância diante das previsões de impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que pode afetar diretamente a produção agrícola e pecuária no país.