Áreas protegidas e terras indígenas seguem como barreiras essenciais à destruição da Amazônia, registrando em 2025 os menores índices de desmatamento e degradação em mais de uma década.
As Unidades de Conservação (UCs) da Amazônia alcançaram, em 2025, o nível mais baixo de desmatamento dos últimos 11 anos, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon. Entre janeiro e dezembro, foram derrubados 166 km² de floresta nessas áreas protegidas, o que representa uma redução de 38% em relação a 2024 e de 86% em comparação a 2022, quando a devastação atingiu 1.214 km² o maior patamar registrado desde 2012.
Do total de 2.741 km² desmatados na Amazônia em 2025, apenas 6% ocorreram dentro de Unidades de Conservação: 4% em áreas estaduais (109 km²) e 2% em unidades federais (57 km²).
As Terras Indígenas (TIs) também registraram queda significativa no desmatamento. Em 2025, a derrubada nesses territórios foi de 44 km², o menor nível desde 2017 e 20% abaixo do registrado em 2024. Comparando com 2019 quando o desmatamento chegou a 369 km², o maior valor desde 2012 a redução alcançou 88%, representando apenas 2% do total do desmatamento na Amazônia no período.
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“O resultado reforça a importância de destinar áreas ainda sem uso definido na Amazônia para novas unidades de conservação e terras indígenas, que historicamente funcionam como barreiras efetivas contra a destruição da floresta”, afirmou o pesquisador do Imazon, Carlos Souza Jr.
No panorama geral da região, a Amazônia registrou o terceiro ano consecutivo de queda nos alertas de desmatamento. Apesar de dezembro apresentar alta de 7% em relação ao mesmo mês de 2024 passando de 85 km² para 91 km², o acumulado do ano teve queda de 27%, de 3.739 km² em 2024 para 2.741 km² em 2025.
O instituto também observou redução no calendário de desmatamento, que considera o período de agosto de 2025 a julho de 2026, influenciado pela sazonalidade das chuvas. Nos primeiros cinco meses desse ciclo, a derrubada caiu 41% em relação ao mesmo intervalo do calendário anterior.
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Além da derrubada, a degradação florestal causada principalmente por exploração madeireira e queimadas também apresentou forte recuo. Em dezembro, a área degradada caiu 91%, de 628 km² em 2024 para 59 km² em 2025. No acumulado do ano, a degradação totalizou 4.419 km², redução de 88% em relação a 2024, marcando o menor nível desde 2022. No início do calendário de 2026, a queda chegou a 93%.