CEO da companhia aérea, Scott Kirby, alerta que preço da commodity pode subir até US$ 175 por barril
A United Airlines vai reduzir um número maior de voos não lucrativos nos próximos dois trimestres, à medida que se prepara para um período prolongado de preços elevados do combustível de aviação devido à guerra no Irã, informa a agência de notícias Reuters. A medida será tomada apesar da forte demanda por viagens, o que permitiria que as companhias aéreas dos Estados Unidos aumentem as tarifas.
Em um memorando aos funcionários, divulgado pela empresa na sexta-feira , o diretor-executivo Scott Kirby afirmou que a companhia aérea cancelará cerca de três pontos percentuais dos voos em períodos de menor demanda no segundo e terceiro trimestres deste ano, com foco em rotas e horários com procura mais fraca.
A empresa também retirará cerca de um ponto percentual de capacidade do aeroporto de Chicago O’Hare e manterá suspensos os voos para Tel Aviv e Dubai, elevando a redução total para aproximadamente cinco pontos percentuais da capacidade planejada para 2026.
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Kirby disse que a United espera, no momento, retomar a programação completa de voos no outono no Hemisfério Norte.
De acordo com a Reuters, os cortes de voos mais recentes reforçam declarações feitas por Kirby no início da semana de que a companhia prefere deixar parte da demanda sem atendimento a continuar operando rotas que geram prejuízo caso o preço do combustível permaneça elevado.
A United já vinha diminuindo a oferta de voos com menor rentabilidade, incluindo algumas operações durante a semana, aos sábados e também no período noturno.
PETRÓLEO NAS ALTURAS
No memorando enviado aos funcionários, Kirby disse que a companhia está se preparando para um cenário no qual o petróleo atinja até US$ 175 por barril e permaneça acima de US$ 100 até o fim de 2027.
Com os preços nesses níveis, a conta anual de combustível da United aumentaria em cerca de US$ 11 bilhões, mais que o dobro do lucro obtido em seu “melhor ano de todos”, afirmou o CEO, diz a Reuters.
A guerra no Irã colocou as companhias aéreas diante de um novo choque nos custos de combustível. Os preços do querosene de aviação quase dobraram desde o fim de fevereiro, elevando os gastos de todo o setor e alterando rotas globais por causa de desvios e restrições no espaço aéreo devido ao conflito no Oriente Médio.
Mesmo assim, aponta a reportagem, as empresas aéreas dos Estados Unidos têm conseguido repassar parte desses aumentos para os passageiros, apoiadas por uma demanda por viagens ainda forte e por uma oferta mais limitada de voos.
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“Existe uma boa chance de a situação não se tornar tão grave”, escreveu Kirby ao comentar as projeções de combustível da companhia. “Ainda assim… faz sentido estarmos preparados para esse cenário.”