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Manaus
17/11/2020

Usuários de cozinha popular da Zona Norte participam de palestra do Novembro Azul

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Foto: Reprodução

Com decoração temática, depoimentos e orientações, o evento contou com a parceria de acadêmicos do curso de Enfermagem da Universidade Paulista (Unip)

 Os usuários da Cozinha Popular, mantida pelo Governo do Amazonas, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), no bairro Alfredo Nascimento, zona norte, participaram na manhã desta terça-feira (17/11) de uma ação para celebrar o Novembro Azul. Os homens foram alertados sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata, doença silenciosa que não apresenta sintomas em sua fase inicial.

 

Com decoração temática, depoimentos e orientações, o evento contou com a parceria de acadêmicos do curso de Enfermagem da Universidade Paulista (Unip), que instruíram os participantes sobre a importância da saúde do homem.

 

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Por este motivo, a recomendação é que, a partir dos 45 anos, todo homem com fator de risco deve fazer o exame de sangue (PSA) e o toque retal, e a partir dos 50 anos com ou sem fator de risco.

 

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Além do autocuidado, os usuários foram orientados pelos técnicos do projeto de Fortalecimento à Garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada sobre a alimentação adequada. O coordenador do projeto, Luiz Ribeiro, destacou a importância da parceria com a Unip, que propiciou aos participantes obter informações técnicas sobre autocuidado.

 

“Como nosso projeto prega, além da alimentação, ações educativas para ensinar os nossos usuários como se prevenir, e também a procurar ajuda caso surja uma situação de saúde indesejada, é importante juntarmos a parte da assistência social com a nutrição, informando o que é uma alimentação adequada para buscar prevenção”, sintetizou o coordenador.

 

Usuários – Um dos participantes da ação foi o usuário José Carlos de Souza, de 54 anos, que se encontra desempregado. Ele considerou a palestra excelente, porque lhe propiciou orientações e cuidados com relação ao câncer de próstata e como se cuidar. “Acho que meu pai morreu dessa doença, por isso tenho que me cuidar”, mencionou

 

Por sua vez, o vendedor ambulante, Moises Oliveira, de 64 anos, frequentador assíduo da Cozinha Popular do Alfredo Nascimento, também participou atentamente das explicações feitas tanto pelos alunos da Unip como pelos técnicos do projeto Alimentação Adequada. “Aprendi como devo me prevenir do câncer de próstata e a comer alimentos saudáveis”, frisou.

 

Prevenção – A nutricionista do projeto Alimentação Adequada, Marilene Fabar, lamenta que boa parte da população masculina não esteja consciente sobre a prevenção, o melhor recurso existente. “Até porque não têm acesso a um urologista, especialista que pode detectar o início da doença”, disse.

 

De acordo com a assistente social do projeto, Jane Correa, a ideia é continuar fazendo essas ações nas cozinhas e restaurantes populares, mantidos pelo Governo do Estado, para fazer esse trabalho de prevenção. “Estamos seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde, com no máximo 15 homens no local, utilizando máscara e álcool”, disse.

 

Sensibilização – A chefe da Gerência de Segurança Alimentar, que integra o Departamento de Proteção Social Básica (DPSB) da Seas, Kalinny Alves, parabenizou a ação organizada pela coordenação do projeto, somada à participação dos acadêmicos da Unip, que juntos fizeram uma ação de sensibilização dos usuários das cozinhas quanto aos cuidados da saúde.

 

“A população masculina sempre se mostra presente quando a gente promove ações dentro da segurança alimentar, cujo tema hoje é saúde do homem”, informou.

 

Funcionamento – A Seas administra três Cozinhas Populares, que funcionam de segunda a sábado, cuja distribuição das senhas inicia a partir das 8h. As sopas são servidas no horário do meio-dia às 16h, com cardápio variado – de mocotó com feijão, de carne, de legumes, além de canja.

 

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A supervisora da cozinha comunitária do Alfredo Nascimento, Monik Araújo, disse que são servidos 800 litros de sopa diariamente, cujo público alvo são pessoas que se encontram em vulnerabilidade social e econômica como moradores em situação de rua, desempregados, aposentados, pessoas sem vínculo familiar.

 

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