Imunização é segura, eficaz e essencial para reduzir internações e mortes durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.
Mensagens falsas que circulam nas redes sociais voltaram a colocar em dúvida a segurança da vacina contra a gripe. Publicações afirmam, sem comprovação científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a doença. Especialistas alertam: essa informação é incorreta.
A vacina contra a influenza, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, possui eficácia comprovada na redução de casos graves, hospitalizações e mortes, principalmente entre grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas.
Disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina utilizada na rede pública é a influenza trivalente. Seu objetivo é proteger contra formas mais graves da doença, evitando complicações e óbitos.
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O imunizante segue padrões internacionais de qualidade, sendo recomendado pelo Ministério da Saúde, aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e alinhado às diretrizes de órgãos reguladores internacionais, como a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos.
Um ponto importante: a vacina é produzida com vírus inativados, ou seja, não têm capacidade de provocar a gripe. Portanto, é falso dizer que ela causa infecção ou torna a doença mais forte.
POR QUE ALGUMAS PESSOAS ACHAM QUE A VACINA NÃO FUNCIONA?
Durante o outono e o inverno, aumenta a circulação de diversos vírus respiratórios, além da influenza. Entre eles estão o vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus, parainfluenza e o próprio SARS-CoV-2.
Como esses vírus causam sintomas semelhantes, é comum que pessoas vacinadas contraiam outras infecções e confundam com gripe, acreditando, de forma equivocada, que a vacina falhou.
Na prática, a imunização continua sendo altamente eficaz na prevenção de quadros graves, reduzindo significativamente o risco de internação e morte.
VACINAÇÃO GRATUITA E GRUPOS PRIORITÁRIOS
Desde 1999, a vacinação contra a gripe faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e é considerada a principal estratégia de prevenção no país.
O SUS oferece gratuitamente tanto a vacina quanto o tratamento antiviral para os casos indicados. A prioridade é proteger os grupos mais vulneráveis, como:
idosos
crianças de 6 meses a menores de 6 anos
gestantes
profissionais de saúde
professores
pessoas com comorbidades ou deficiência
trabalhadores do transporte e da segurança
A vacinação deve ser feita todos os anos, já que o imunizante é atualizado conforme as variantes do vírus mais comuns em circulação, seguindo orientações da OMS.
O Ministério da Saúde mantém vigilância constante sobre os vírus da influenza, incluindo variantes como a Influenza A (H3N2). Casos recentes têm sido monitorados por instituições de referência, como a Fiocruz e o Instituto Adolfo Lutz.
Esse acompanhamento inclui identificação precoce de surtos, análise de casos graves e reforço das estratégias de vacinação e tratamento.
A vacina contra a gripe é segura, não causa a doença e continua sendo uma das principais ferramentas para salvar vidas.
Diante da circulação de notícias falsas, a recomendação é buscar sempre informações em fontes oficiais antes de compartilhar conteúdos. Combater a desinformação também é uma forma de proteger a saúde coletiva.