Tecnologia pode viabilizar terapias de dose única com edição genética e pesquisadores buscam aumentar a estabilidade das moléculas e reduzir efeitos indesejados
As vacinas de RNA mensageiro (mRNA) ganharam destaque durante a pandemia de Covid-19, mas a tecnologia pode ter aplicações que vão muito além da prevenção de doenças infecciosas. Pesquisadores estudam o uso da mesma plataforma para desenvolver uma nova geração de medicamentos capazes de atuar diretamente em diferentes processos do organismo.
A tecnologia funciona levando às células instruções temporárias para a produção de determinadas proteínas. A partir desse mecanismo, cientistas avaliam possibilidades de utilizar o mRNA para estimular respostas específicas do corpo e tratar doenças que atualmente dependem de terapias mais complexas.
Entre as áreas estudadas estão o tratamento de câncer, doenças genéticas e problemas cardiovasculares, além de outras condições. A expectativa é que a plataforma possa ser adaptada para diferentes objetivos, permitindo que tratamentos sejam desenvolvidos de maneira mais rápida e direcionada.
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Outro ponto considerado importante é a possibilidade de modificar as moléculas de mRNA de acordo com a necessidade de cada tratamento. Isso abre espaço para pesquisas personalizadas e para terapias capazes de atuar em mecanismos específicos de determinadas doenças.
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Apesar do potencial, muitos desses usos ainda estão em fase de pesquisa e desenvolvimento. Antes que novos medicamentos cheguem aos pacientes, é necessário comprovar sua segurança e eficácia em estudos clínicos e obter aprovação das autoridades regulatórias.