Uma infecção nunca acontece isolada. Ela interage outras bactérias, vasos e outros órgãos. A inflamação resultante tem efeitos nocivos sistêmicos. Quando prevenimos a infecção, interrompemos extensas cadeias de dano
As vacinas são conhecidas principalmente pela capacidade de prevenir doenças infecciosas, mas novas pesquisas indicam que seus benefícios podem ir além da proteção contra vírus e bactérias. Estudos recentes investigam efeitos associados à vacinação que podem contribuir para a redução do risco de algumas doenças crônicas.
Entre os possíveis benefícios observados estão menores riscos de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de pesquisas que apontam associações com redução do risco de Alzheimer e alguns tipos de câncer. Esses resultados ainda são objeto de investigação científica e variam de acordo com o imunizante analisado.
Uma das hipóteses estudadas é que a vacinação possa produzir efeitos sobre o funcionamento do sistema imunológico que vão além da resposta específica contra o agente infeccioso. Esse chamado efeito imunológico pode ajudar a explicar parte dos benefícios observados em pesquisas sobre doenças que não são diretamente provocadas pelos microrganismos combatidos pelas vacinas.
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Os pesquisadores, porém, ressaltam que esses achados não significam que as vacinas devam ser utilizadas como tratamento para doenças crônicas. Em muitos casos, os estudos identificam associações e ainda são necessários trabalhos adicionais para determinar os mecanismos envolvidos e confirmar a relação de causa e efeito.
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As evidências reforçam, portanto, a importância da vacinação como estratégia de prevenção em saúde pública. Além de reduzir infecções e suas complicações, a ciência continua investigando outros impactos dos imunizantes sobre a saúde ao longo da vida.