Após nova negativa da Justiça para usar o Maracanã, clube carioca avalia levar à Arena da Amazônia os confrontos contra o Boca Juniors e o Flamengo.
O Vasco entrou em contato com a administração da Arena da Amazônia para avaliar a possibilidade de mandar dois importantes jogos da temporada em Manaus. A diretoria vascaína consultou o estádio nesta segunda-feira (5), considerando a realização do duelo contra o Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana, e do clássico diante do Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.
O contato foi confirmado pela Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), responsável pela administração da Arena. Segundo o órgão, o estádio está apto e reúne as condições necessárias para receber as duas partidas, mas a decisão final ainda depende do Vasco.
A movimentação ganhou força após a Justiça do Rio de Janeiro negar novamente o pedido do clube para utilizar o Maracanã no confronto contra o Boca Juniors, marcado para 20 de outubro. Diante da nova negativa, o Vasco passou a analisar outras opções para definir o local da partida e colocou a Arena da Amazônia entre as alternativas.
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Além do compromisso pela competição continental, o estádio de Manaus também foi consultado para o clássico contra o Flamengo, previsto para 29 de outubro, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Inicialmente, o confronto está previsto para São Januário, mas o Vasco avalia a possibilidade de transferir a partida para outro estádio.
No caso do duelo contra o Boca Juniors, a mudança de local se tornou ainda mais necessária porque São Januário não alcança a capacidade mínima exigida pela Conmebol para a partida. O Vasco chegou a receber um sinal positivo do Corpo de Bombeiros para ampliar o estádio para aproximadamente 24 mil torcedores, mas o número ainda ficaria abaixo dos 30 mil exigidos pela entidade sul-americana.
Outra alternativa analisada pelo clube é o Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. A possibilidade, porém, não agrada à diretoria vascaína por causa do gramado sintético utilizado no estádio.
O Vasco também continua tentando viabilizar o Maracanã. O pedido, no entanto, não recebeu sinal positivo do consórcio responsável pela administração do estádio, formado por Flamengo e Fluminense. A justificativa apresentada é de que o calendário de outubro já está preenchido e que a realização de mais partidas poderia prejudicar as condições do gramado.
A Arena da Amazônia não recebe uma partida oficial desde 8 de agosto, quando foi palco do confronto entre Nacional-AM e CSA, pela Série D do Campeonato Brasileiro. Caso o Vasco confirme a escolha, o estádio poderá voltar a receber um jogo de grande repercussão nacional e internacional.
A relação do Vasco com Manaus também é antiga. Desde a inauguração da Arena da Amazônia, em 2014, o clube carioca já disputou 12 partidas na capital amazonense. A última delas aconteceu no ano passado, quando o Vasco venceu o Madureira por 2 a 0, pela quarta rodada do Campeonato Carioca.
Em nota, a Sedel confirmou a consulta feita pelo Vasco e informou que a Arena está preparada para receber os dois confrontos.
“A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) informa que a diretoria do Clube de Regatas Vasco da Gama entrou em contato com a administração da Arena da Amazônia para tratar da realização das partidas contra o Boca Juniors, no dia 20 de outubro, pela semifinal da Copa Sul-Americana, e contra o Flamengo, no dia 29 de outubro”, informou a secretaria.
“A Sedel informa, ainda, que a Arena da Amazônia está apta e reúne as condições necessárias para receber ambos os jogos. A decisão quanto à realização das partidas no estádio caberá à administração do Clube de Regatas Vasco da Gama”, concluiu o órgão.
A consulta ocorreu justamente no dia em que termina o prazo para o Vasco indicar o estádio que pretende utilizar no confronto contra o Boca Juniors. O clube havia recorrido à Justiça para tentar garantir o Maracanã, mas teve novamente o pedido de liminar negado pela juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco.
Na decisão, a magistrada apontou a existência de divergências técnicas entre as partes e afirmou que não havia, naquele momento, elementos suficientes para conceder uma decisão liminar. Segundo a juíza, seria necessário analisar de maneira mais aprofundada os critérios, dados e metodologias apresentados no processo.
“Havendo divergência entre os elementos técnicos apresentados, torna-se necessária a adequada aferição de sua metodologia, premissas, critérios utilizados, dados considerados e respectivas conclusões, providência que não pode ser realizada de maneira superficial em sede de cognição sumária”, afirmou a magistrada.
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Com a decisão judicial, a Arena da Amazônia surge como uma das principais alternativas para o Vasco. Apesar da consulta formal e da confirmação de que o estádio está apto a receber as partidas, o clube ainda não oficializou a transferência dos jogos para Manaus.