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Plantão Policial
28/07/2021

Vítima de tentativa de duplo homicídio praticado por coronel da reserva da Polícia Militar presta depoimento à polícia

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Foto: Divulgação

O crime aconteceu na noite do dia 19 deste mês na frente da funerária Canaã

Na manhã desta quarta-feira (28), a vítima ferida a tiros no peito e no braço durante uma tentativa de duplo homicídio em frente da funerária Canaã, localizada na avenida Major Gabriel, no bairro da Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus, prestou depoimento à polícia. Patrick Ferreira contou detalhes do crime, que ocorreu na noite do último dia 19 de julho.

 

De acordo com o advogado de defesa, Marcelo Amil, Patrick já está fora de perigo.

 

No entanto, ele ainda está muito assustado, segundo o advogado.

 

Marcelo Amil acredita que já há elementos para a conclusão do inquérito e aguarda que nos próximos dias aconteça o indiciamento do acusado da tentativa de duplo homicídio.

 

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Ao delegado Marcelo Martins do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Patrick contou que foi convidado a ir até à funerária para acompanhar a chefe, Jurema Franciele Martins, que havia sido informada sobre o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de um carro - que era alvo de disputa judicial de divisão de bens provenientes de uma sociedade.

 

A sociedade firmada em 2017 ainda não havia sido dissolvida, mas o proprietário da funerária Canaã manteve o carro (que pertence a Jurema Franciele Martins) sob sua tutela durante os últimos anos. Esse já era o terceiro mandado de busca e apreensão concedido pela Justiça em favor da empresária, mas o sócio mantinha o veículo às escondidas.

 

Patrick declarou que no dia do crime chegou ao local em uma motocicleta, e estacionou próximo de uma parada de ônibus. A princípio, ele não entrou na funerária com a empresária e o oficial de Justiça, mas depois foi acionado por Jurema Franciele. Em nenhum momento, as vítimas ameaçaram o proprietário ou qualquer funcionário da funerária. Eles sim foram hostilizados e obrigados a sair do estabelecimento. Logo depois, eles permaneceram do outro lado da rua aguardando a saída do oficial de Justiça.

  

Advogado de Defesa Marcelo Amil

acha que já há elementos para a conclusão do

inquérito policial

 

Sem sucesso no cumprimento do mandado, o servidor da Justiça do Amazonas desistiu de realizar a ação e informou à empresária e ao funcionário que retornaria no dia seguinte com apoio policial, já que houve negativa para entregar o veículo.

 

Jurema e Patrick continuaram do outro lado da rua após encontrarem dois amigos da empresária, que passaram pelo local e a reconheceram. Minutos depois, o dono da funerária e a esposa dele foram até o a área externa do estabelecimento e ficaram olhando para o veículo onde estava a empresária e o funcionário.

 

A empresária, o funcionários e os dois amigos ficaram conversando por alguns minutos quando um veículo preto estacionou atrás do veículo da empresária, fechando o na saída do prédio de uma concessionária. Dele saiu o sócio com uma arma nas mãos. Ele já chegou apontando a arma na direção do peito de Jurema. No susto, Patrick e os amigos correram para um lado e a empresária para o outro - em direção ao Boulevard Álvaro Maia.

 

"O primeiro tiro era para a minha chefe, mas eu passei na frente dela na hora da correria e acabei sendo atingido. Ele não veio para cima de mim depois disso, mas continuou indo na direção dela atirando várias vezes", contou. Jurema foi atingida por um tiro na coxa, além de ficar ferida com os estilhaços das outras balas, mas conseguiu correr até uma sorveteria. No local, ela recebeu ajuda de um cliente e foi levada para um hospital particular. Já Patrick, assim que percebeu que havia sido baleado, foi levado pelos amigos até o Hospital 28 de Agosto.

 

Patrick revelou que todos viram que o sócio era quem estava dirigindo o carro preto e foi ele quem atirou várias vezes. Durante a ação, o filho dele e funcionários da funerária correram para tentar evitar o duplo homicídio. “Eles gritaram para ele não fazer isso com a gente, mas ainda assim ele contou atirando na direção dela. Eu só quis fugir e percebi que estava ferido. Ele estava com raiva e queria se vingar”, detalhou.

 

A dupla tentativa de homicídio aconteceu na noite 

do último dia 19 de julho na frente da funerária Canaã

 

Segundo a integrante da equipe de defesa das vítimas, a Dra. Amanda Monteiro, Patrick contou ainda que, antes do ocorrido, ficou dentro do veículo da empresária brincando com a cadelinha dela por alguns minutos e chegou a postar vídeos no status do WhatsApp.

 

“Isso demonstra que o Patrick e nem a Jurema tinham qualquer intenção de atacá-los ou de retaliação, como chegou a ser mencionado pelo filho do autor a um portal de notícias que foi ao local minutos depois dos tiros”, frisou. A primeira versão apontada pelo autor é de que havia feito os disparos em uma suposta legítima defesa porque achava que seria vítima de um ataque.

 

“Nada corrobora para esta versão fantasiosa. Nós temos a descrição do oficial de justiça que apresentou os fatos do que ocorreu naquele dia à Justiça. Quem quer atacar não fica conversando com amigos do lado de fora de um carro blindado. Eles poderiam estar dentro do veículo para se proteger, mas nem imaginavam esse ataque cruel e sem possibilidade de defesa”, disse Amil.

 

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Jurema já havia sido ouvida pela polícia na semana passada e agora o caso será concluído pela Polícia Civil do Amazonas.

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