Um ataque atribuído às forças russas atingiu uma antiga escola utilizada como abrigo e centro de distribuição de ajuda humanitária na vila de Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia. A ofensiva ocorreu na segunda-feira (2), enquanto moradores se reuniam para receber mantimentos. Até esta terça-feira (3), pelo menos 31 pessoas haviam morrido, segundo autoridades locais.
O prédio era utilizado como ponto de apoio para civis que permanecem na região, próxima à linha de frente da guerra. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades ucranianas, nove bombas atingiram a localidade em duas ondas de ataques. O impacto provocou o desabamento de parte da estrutura e um incêndio no abrigo subterrâneo.
Além das mortes confirmadas, outras 48 pessoas estavam desaparecidas, conforme informações do governo regional. Equipes de resgate continuavam os trabalhos entre os escombros, enquanto ao menos cinco feridos recebiam atendimento. Entre as vítimas fatais estão quatro policiais e dois integrantes das equipes de emergência, segundo autoridades locais.
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A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas informou que os civis estavam reunidos para receber ajuda humanitária em uma operação anunciada previamente. A entidade afirmou que acompanha a apuração do número exato de vítimas e alertou para os riscos do uso de bombas aéreas de grande poder destrutivo em áreas habitadas.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou a ofensiva e afirmou que o local era conhecido por receber moradores em busca de assistência. O Ministério da Defesa russo, por sua vez, declarou que os ataques tinham como alvo unidades militares ucranianas na região. As operações de busca e salvamento permaneciam em andamento, enquanto a tragédia ampliava a preocupação com a situação dos civis no conflito.
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