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Venezuelana relata dor ao descobrir que amiga sobreviveu soterrada após terremotos em La Guaira
Foto: Itatiaia / reprodução

Venezuelana conta tristeza ao descobrir que amiga desaparecida foi soterrada em La Guaira

A tragédia provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho continua impactando venezuelanos dentro e fora do país. Morando no Brasil há nove anos, a venezuelana Norma Carrillo, de 56 anos, contou à Itatiaia o sofrimento ao acompanhar a devastação causada pelos tremores e descobrir que uma amiga ficou soterrada após o desabamento do prédio onde morava, em La Guaira.

 

Segundo Norma, a amiga foi resgatada com vida, mas sofreu ferimentos graves e quase perdeu um dos braços. Atualmente, ela segue em recuperação, enquanto familiares e amigos organizam uma campanha de arrecadação para ajudá-la a recomeçar.

 

“O apartamento dela desabou completamente sobre ela. Ela ficou seriamente lesionada, com ferimentos no braço e quase perdeu o braço. Agora está em recuperação e estamos fazendo uma campanha porque ela ficou sem nada”, relatou.

 

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Norma afirmou que nunca havia presenciado uma tragédia dessa magnitude durante o período em que viveu na Venezuela e disse que a distância tornou a situação ainda mais angustiante.

 

“Sempre que acontece uma tragédia e você está longe, acha que não tem a ver com você. Mas dessa vez foi diferente. Nos primeiros dias acordava pensando nisso e ia dormir pensando nisso”, afirmou.

 

Além da amiga, familiares da venezuelana também foram diretamente afetados pelos terremotos. Um parente morreu na tragédia, enquanto outros perderam suas casas e fontes de renda após o desabamento de edifícios.

 

Diante do cenário de destruição, Norma destacou a mobilização de voluntários e da comunidade venezuelana para ajudar as vítimas. Integrante de uma organização não governamental no Brasil, ela participa da arrecadação de medicamentos, fraldas e doações destinadas aos atingidos.

 

“O povo venezuelano demonstrou que é solidário. Precisamos ter fé, resiliência e continuar ajudando uns aos outros”, disse.

 

Outra venezuelana residente no Brasil, Beatriz Rojas, de 65 anos, também lamentou a tragédia. Doutora em Ciência da Educação, ela afirmou que a dor é compartilhada por todos os que têm laços com o país.

 

“É uma tristeza muito grande e uma dor na alma. Mesmo não sendo minha família, é minha terra, minha nação e são meus irmãos”, declarou.

 

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De acordo com o balanço mais recente das autoridades, os terremotos deixaram 4.561 mortos e 16.740 feridos, além de milhares de desabrigados, tornando-se uma das maiores tragédias da história recente da Venezuela. 

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