Especialistas falam sobre o assunto e como se livrar da dependência
Se você é pai, mãe, tia ou responsável por alguma criança, adolescente, jovem é bom ficar muito atento, principalmente quando eles não saem de casa, do computador, da rede social e de sites não confiáveis. Afinal, o perigo não está somente nas ruas, mas por trás das telas também. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos dão conta de que cada vez mais a pornografia cresce de forma preocupante. No Brasil, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado já fez um debate sobre o vício em pornografia e suas consequências.
Pastores da Assembleia de Deus, o casal César e Juliana Reis Gomes, de 34 e 36 anos respectivamente, sofreu muito com a pornografia e hoje se sente curado pela fé. Na infância e adolescência, eles tiveram uma vida conturbada em relação a essa prática. César conta um pouco de sua história.
"Eu conheci a pornografia por causa do meu pai. Presenciei uma relação sexual e eu tinha uns 11 anos e aquilo despertou o meu interesse. O meu pai tinha a Playboy e eu via escondido. Desde então fiquei viciado em pornografia e isso foi durante muito tempo até a fase adulta, com mais de 20 anos. Eu tentava parar, fazia jejum, mas depois caía de novo. Havia o processo de arrependimento e remorso", disse César, acrescentando que era muito ruim viver aquilo e não conseguir parar de vez.
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"O vício em pornografia me trouxe consequências terríveis porque você se sente sujo, se sente inútil, se sente a pior pessoa do mundo. Nós somos pessoas religiosas e isso influencia muito essa questão da do sagrado com o profano. A gente acaba erotizando tudo. Às vezes é um outdoor, um comercial com duas pessoas se beijando, assim, normal, não tem nada demais, mas já começa a erotizar aquilo. Sempre fui um cara de respeitar as mulheres. Você não quer desejar aquilo, mas está tão podre na tua cabeça, no teu cérebro, que fica difícil de você tirar aquilo de você".
Hoje mais maduro, Cesar tem noção do mal que a prática fez em sua vida. "Me traumatizou muito durante muitos anos. Acho que dificultou minhas questões de relacionamento na vida amorosa, na sociedade, eu me achava um patinho feio. Isso influenciou também nas minhas questões profissionais e sociais".
Juliana também sofreu com esse problema ainda em criança. "Era muito nova, e lembro que eu ficava muito irritada, isolada e trancada dentro de casa, não queria sair para brincar, para estar com as outras crianças. Eu queria ver revistas com a pornografia e depois acabava vivendo a masturbação, e me sentia suja, impura. Ficava com aquele turbilhão de sentimentos e passava a ter repulsa por mim", diz ela, alertando para que os pai prestem atenção no comportamento dos seus filhos.
"Pais devem prestar atenção em seus filhos quando ficam muito tempo no banheiro, ou se isolam, e prestar muita atenção nas redes sociais dos adolescentes. O meu comportamento afetou a minha fala, a minha comunicação. Eu era muito tímida e envergonhada. Acredito que isso também influenciou". Ela acredita que atualmente seja ainda mais fácil porque está tudo mais aberto principalmente com a internet.
"Hoje as coisas são muito explícitas, faladas de uma forma assim que não tem muito pudor. Então leva a criança a imaginar, a pensar e a querer buscar. Acho fundamental que os pais conversem com seus filhos para que eles possam conseguir se abrir. As pessoas normalizam, mas não é normal. É uma coisa horrenda, você se torna um escravo".
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"Com o advento da internet, a preocupação dos pais com o acesso à pornografia tornou-se ainda mais relevante"
Fonte: O Dia