Entre horizontes e silêncios, a arte brasiliense se conecta em constelações de criatividade e identidade
A artista Victoria Serednicki está entre os nomes confirmados na exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que será realizada de abril a junho no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra é produzida pelo Metrópoles e reunirá cerca de 40 artistas, evidenciando a pluralidade da produção contemporânea do Distrito Federal.
Brasiliense, Victoria constrói sua prática artística a partir da observação atenta do cotidiano, das vivências e dos deslocamentos. Trabalhando principalmente com pintura, desenvolve uma linguagem que transita entre o figurativo e o abstrato. Seu trabalho propõe reflexões sobre o automatismo da vida contemporânea e a necessidade de reaprender a enxergar o extraordinário nas experiências simples.
Graduada em arquitetura e urbanismo pela Universidade de Brasília, a artista incorpora a filosofia ao processo criativo, abordando temas como tempo, impermanência, silêncio e as formas de relação com o espaço. Para ela, Brasília com seus horizontes amplos e atmosfera contemplativa influencia diretamente sua produção, que dialoga com um movimento artístico voltado à desaceleração e à sensibilidade.
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Na exposição, Victoria apresentará obras inéditas criadas após uma imersão pela Patagônia. As pinturas nascem do contato intenso com a natureza e das experiências físicas e mentais vividas durante a viagem, propondo uma reflexão sobre a paisagem como construção simbólica da vida.

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cultura local e adota a ideia de “constelação” como eixo curatorial conceito que valoriza encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista. O projeto dá continuidade à repercussão da mostra “É Pau, É Pedra…”, dedicada a Sergio Camargo, em cartaz no Teatro Nacional até 13 de março.

A exposição reúne artistas de diferentes gerações e linguagens, como André Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meirelles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serednicki e Virgílio Neto.

Foto: Reprodução
Mais do que uma coletiva, a mostra funciona como um manifesto da arte produzida no “Quadradinho”, revelando uma Brasília que ultrapassa sua herança modernista e se afirma como organismo cultural vivo e em constante transformação.
SERVIÇO
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De abril a junho
Foyer da Sala Villa-Lobos – Teatro Nacional Claudio Santoro
Diariamente, das 12h às 20h
Entrada gratuita
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