Câmeras registraram a tentativa de fuga de Priscila Versão, de 22 anos, que deixou três filhos e já vivia histórico de violência doméstica.
Priscila Versão, de 22 anos, foi morta na última segunda-feira (23) após tentar fugir do ex-companheiro, Deivit Bezerra Pereira, de 35 anos, na Zona Norte de São Paulo. O crime foi registrado por câmeras de segurança e o homem acabou preso em flagrante por feminicídio.
As imagens mostram o momento em que a jovem corre e chega a subir em um portal na tentativa de escapar. Deivit estaciona o carro, alcança Priscila e a puxa com violência. Já caída no chão, ela é agredida repetidas vezes. Durante o ataque, a vítima grita por socorro e pede para que o agressor pare.
Segundo as informações registradas na ocorrência, após as agressões, o próprio suspeito levou Priscila ao hospital. No entanto, ela já chegou à unidade sem vida. O Guia de Encaminhamento de Cadáver apontou diversas marcas de agressão, como hematomas e escoriações pelo corpo, além de sangramento no nariz. As roupas da vítima apresentavam cheiro de gasolina.
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De acordo com o boletim policial, o homem afirmou que o casal teria discutido enquanto ela estava em um pagode em um bar da região. Ele disse que foi até um posto de combustível, onde comprou gasolina e a despejou sobre o próprio corpo com a intenção de cometer suicídio, mas teria desistido. Ainda segundo sua versão, ao retornar ao local, encontrou Priscila caída no chão e a levou ao hospital.
Após o crime, ele também teria feito ameaças de atear fogo ao próprio corpo.
HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA
A mãe de Priscila relatou que a filha vivia um relacionamento abusivo e já havia sofrido agressões anteriores. Segundo ela, familiares tentaram convencê-la diversas vezes a se afastar do companheiro.
Priscila trabalhava como autônoma e era mãe de três crianças um menino de seis anos, outro de quatro e um bebê de seis meses todos filhos do relacionamento com o suspeito.
A jovem era amiga de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que morreu em dezembro de 2025 após ter as pernas amputadas em decorrência de um atropelamento seguido de arrastamento até a Marginal Tietê. A proximidade entre os casos gerou comoção entre conhecidos das vítimas.
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O caso foi registrado como feminicídio e segue sob investigação.
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