Prefeitura de Belém informou que intensifica fiscalização e prevenção na cadeia produtiva do açaí após caso fatal associado à doença de Chagas na região metropolitana
A Secretaria Municipal de Saúde de Belém intensificou a vigilância e as ações de prevenção da doença de Chagas, com foco na segurança alimentar da cadeia produtiva do açaí, após a confirmação de que um jovem de Ananindeua morreu em decorrência da doença causada por consumo de açaí contaminado.
A Prefeitura de Belém divulgou nesta quinta-feira (8) que as medidas buscam reduzir riscos e fortalecer a identificação precoce de casos na Região Metropolitana de Belém.
CASO FATAL E INVESTIGAÇÃO
No último 31 de dezembro, Ronald Maia da Silva, de 26 anos, morreu vítima de doença de Chagas na Região Metropolitana de Belém.
Veja também

Filha de major da polícia militar pode ter sido morta espancada por traficantes no Rio de Janeiro
A família relatou que ele apresentou sintomas no início de dezembro, procurou atendimento em dois hospitais sem diagnóstico e acabou retornando para casa.
No dia 27 de dezembro, foi internado no Pronto-Socorro da Augusto Montenegro, onde permaneceu por sete dias antes de morrer.
A Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), confirmou o caso e informou que aguarda complementação de informações para esclarecimento completo.
A Vigilância em Saúde já iniciou investigação local conforme protocolos vigentes, e o município acompanha a situação com apoio técnico da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), que também monitora o cenário com reuniões frequentes e suporte às ações de vigilância.
AÇÕES DE VIGILÂNCIA
Diante do registro recente, a Prefeitura de Belém disse que vem ampliando suas estratégias de combate à doença de Chagas com atuação contínua ao longo de 2025 e início de 2026.
As ações são conduzidas pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) com foco na vigilância da cadeia produtiva do açaí e na segurança alimentar.
Um dos pilares seria o projeto “Açaí no Ponto”, realizado em parceria com a UFPA, que georreferenciou mais de 1.870 pontos de processamento e comercialização do açaí na capital, ampliando o mapeamento iniciado com apenas 111 registros.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A iniciativa contou com identificação de pontos em bairros, feiras e áreas periféricas. A orientação, fiscalizações sanitárias, ações educativas e capacitações para batedores de açaí em boas práticas de processamento, como o branqueamento, um método que elimina o Trypanosoma cruzi, causador da doença.
Fonte: CNN