Jogadores do Real Madrid dobraram a camiseta usada pelos demais atletas em homenagem à cidade espanhola, provocando críticas de parlamentares
Vini Jr. e Kylian Mbappé se tornaram alvo de críticas na Espanha após não exibirem uma mensagem de apoio a Ceuta durante a partida do Real Madrid contra o Elche, disputada nesta terça-feira (15). Antes do início do jogo, os jogadores da equipe entraram em campo usando camisetas com a frase “Todos somos caballas”, em referência à cidade autônoma espanhola localizada no norte da África.
Enquanto os demais atletas mostraram a mensagem, Vini Jr. e Mbappé apareceram com as camisetas dobradas, impedindo a visualização do slogan. O francês e o brasileiro não foram os únicos. Konaté também optou por não exibir a frase.
A manifestação estava relacionada à situação migratória de Ceuta, que registrou, em julho deste ano, uma entrada em massa de migrantes irregulares vindos do Marrocos. O episódio aumentou a atenção sobre a situação da cidade, que fica na costa norte da África e é administrada pela Espanha.
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A atitude dos jogadores provocou reações de políticos espanhóis. Segundo o jornal El Mundo, Ester Muñoz, porta-voz do Partido Popular no Congresso dos Deputados, afirmou ter se sentido “envergonhada” ao observar os três jogadores escondendo a mensagem.
“Eles que terão que explicar por que não querem defender a Espanha em uma questão humanitária”, declarou a parlamentar.
José María Figaredo, secretário-geral do Vox no Congresso, também criticou a decisão dos atletas. Ele afirmou que os jogadores têm liberdade para apoiar as causas que considerarem importantes, mas disse que os torcedores também podem manifestar insatisfação com a postura dos atletas.
Em declaração à Reuters, o Real Madrid defendeu a liberdade de posicionamento dos jogadores. Segundo um dirigente do clube, a equipe aceitou o pedido do Elche para que os atletas demonstrassem solidariedade a Ceuta por meio das camisetas, mas a utilização da mensagem não foi imposta aos jogadores.
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A polêmica ganhou repercussão nas redes sociais e no cenário político espanhol, enquanto o clube sustentou que cada atleta tem o direito de decidir se deseja ou não participar da manifestação.