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Vini Jr. é um líder técnico, não um líder no vestiário, diz Dunga
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Capitão do tetra, Dunga analisou o papel do atacante Vini Jr. na Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti

O ex-jogador Dunga, capitão da Seleção Brasileira no tetra na Copa do Mundo de 1994 e treinador do Brasil na Copa de 2010, comentou sobre o papel de liderança do atacante Vinicius Júnior na atual Seleção.

 

Para o ex-volante, o jogador do Real Madrid é peça importante dentro das quatro linhas. Porém, não é “um líder do vestiário” na equipe comandada por Carlo Ancelotti.

 

A declaração foi dada por Dunga em entrevista ao jornal Marca, da Espanha. Na visão de Dunga, a Seleção ainda precisa encontrar um líder.

 

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Vini, na minha opinião, é um líder técnico, futebolístico, não é um líder de vestiário, não é o que seria um capitão tradicional. Vini é um líder técnico, que cria jogadas, que toma a iniciativa. E o Brasil ainda precisa de um líder de vestiário”

 

DUNGA, EX-JOGADOR E EX-TÉCNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

 

O capitão do tetra foi questionado se Casemiro seria esse líder no time do italiano Carlo Ancelotti. “Pode ser esse líder, sim. Ele é necessário. Faz algum tempo que não temos essa figura, e um líder não se forma, você é líder ou não. E colocar essa responsabilidade a Vinicius (Júnior) não é bom para ele”, prosseguiu.

 

VINI DO REAL MADRID X VINI DA SELEÇÃO

 

Dunga fez também uma comparação entre o Vini Jr. que brilha no Real Madrid, que foi eleito o melhor do mundo na temporada passada, e a versão do atacante pela Seleção Brasileira.

 

“As pessoas perguntam: ‘Por que no Real Madrid ele funciona bem e na Seleção, não? Fácil. Porque no Real Madrid ele só se preocupa em jogar e existem outros líderes que ocupam essa posição no vestiário. Vini, no Real Madrid, só se preocupa em jogar. No Brasil, não”, refletiu.

 

ELOGIOS A ANCELOTTI E LISTA DE FAVORITOS

 

Dunga também foi perguntado sobre o fato da Seleção Brasileira ser dirigida por um treinador estrangeiro. O ex-jogador defendeu a escolha feita pela direção da CBF e elogiou Carlo Ancelotti.

 

“Creio que era o momento de testar com um estrangeiro. Existem treinadores locais bons, mas a atmosfera era muito ruim. Havia energia interna ruim, com intrigas políticas de presidentes da CBF. Trouxeram Carletto e já não se fala disso. Só se fala de futebol. Isso é positivo. Não se fala das brigas dos presidentes. Vamos dar uma chance para Carletto, então”, afirmou.

 

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Dunga ainda citou as equipes que estão à frente da Seleção Brasileira neste momento no cenário mundial. “Espanha, França e Argentina estão na frente do Brasil. Um passo adiante. Mas em seis meses tudo pode mudar”, disse.

 

Fonte: R7

 

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