Esta é a segunda denúncia formal feita por uma menor de idade contra o influencer Jefferson de Souza, de 37 anos
Uma nova denúncia foi registrada contra o influenciador digital Jefferson de Souza, investigado por utilizar inteligência artificial para criar vídeos e montagens com conteúdo sexualizado envolvendo jovens evangélicas. Desta vez, a vítima é uma adolescente de 17 anos que procurou a Polícia Civil de São Paulo após descobrir que imagens retiradas de suas redes sociais teriam sido manipuladas digitalmente sem autorização.
Segundo o boletim de ocorrência, registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Norte, a mãe da adolescente decidiu procurar a polícia após tomar conhecimento da repercussão nacional do caso. A família afirma que o influenciador utilizou ferramentas de deepfake e inteligência artificial para criar vídeos falsos com conotação sexual usando fotos da jovem.
De acordo com as investigações, uma das montagens mostra a adolescente em cenas manipuladas ao lado do apresentador Silvio Santos e de mulheres usando roupas curtas. As imagens foram alteradas digitalmente e divulgadas em perfis ligados ao investigado em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube.
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Essa já é a segunda denúncia formal envolvendo menores de idade no caso. Em abril, outra adolescente de 17 anos relatou situação semelhante às autoridades. Segundo a denúncia anterior, uma fotografia da vítima foi transformada em um vídeo falso que simulava uma dança sensual dentro de uma igreja evangélica.
Familiares afirmam que a exposição provocou forte abalo emocional na nova vítima. Antes mesmo do registro oficial da ocorrência, a adolescente relatou que tentou diversas vezes denunciar os perfis responsáveis pelas publicações para remover os conteúdos das redes sociais.
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Foto: Reprodução
Como o caso envolve menores de idade, a investigação também passou a considerar o artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da produção ou simulação de cenas de sexo envolvendo adolescentes em ambiente digital. A legislação prevê pena de prisão e multa para esse tipo de crime.
Além das acusações relacionadas às adolescentes, o influenciador também é investigado por possíveis crimes de difamação e exposição indevida de imagem. A polícia apura se outras mulheres foram vítimas do mesmo esquema envolvendo manipulação de vídeos por inteligência artificial.
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O caso reacendeu debates sobre o uso criminoso de ferramentas de inteligência artificial e deepfake nas redes sociais. Especialistas alertam que a tecnologia vem sendo utilizada cada vez mais para criar conteúdos falsos com aparência extremamente realista, dificultando a identificação das manipulações. Autoridades e especialistas em segurança digital defendem o fortalecimento das leis voltadas à proteção de crianças e adolescentes na internet.