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Vítimas pressionam Igreja Católica por respostas sobre denúncias de abusos cometidos por religiosos
Foto: Divulgação

Carta aberta enviada à CNBB cobra acolhimento às vítimas e critica silêncio diante de casos envolvendo padres e bispos.

Vítimas de abusos atribuídos a membros da Igreja Católica intensificaram as cobranças por medidas mais rigorosas e transparentes contra casos de violência sexual envolvendo religiosos no Brasil. Durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, realizada em Aparecida (SP), uma carta aberta foi direcionada aos bispos pedindo mudanças concretas na postura da instituição diante das denúncias.

 

O documento, elaborado em nome de vítimas, critica o que considera omissão e falta de prioridade da Igreja no enfrentamento dos abusos. A mensagem afirma que o sofrimento das vítimas continua sendo tratado de forma secundária e destaca que o silêncio institucional aprofunda ainda mais os danos causados.

 

“Não é possível falar de missão e acolhimento enquanto as vítimas seguem fora do centro das decisões”, diz um dos trechos da carta.

 

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O texto também aponta que diversos religiosos já tiveram contato direto com vítimas, mas, segundo os relatos, em muitos casos faltaram escuta, acolhimento e responsabilização. Para os autores da mensagem, a ausência de respostas efetivas gera uma crise de credibilidade dentro da própria Igreja.

 

As denúncias mencionadas no documento envolvem diferentes níveis da hierarquia religiosa e reforçam que os casos não seriam episódios isolados, mas parte de um problema recorrente em diversas dioceses e comunidades.

 

Entre os nomes citados está o de Bernardo Johannes Bahlmann, bispo da Diocese de Óbidos, no Pará, alvo de acusações de abuso de autoridade, intimidação e suposto acobertamento de denúncias. Segundo relatos apresentados ao portal Metrópoles, vítimas afirmam que denúncias estariam sendo abafadas internamente.

 

Dom Alberto Taveira Corre?a e Dom Frei Bernardo Johannes Bahlmann, acusados de abusos - Metrópoles

Dom Alberto Taveira Corre?a (à esquerda) e Dom Frei Bernardo

Johannes Bahlmann(à direita), acusados de abusos sexuais e de poder

 

Outra situação mencionada envolve Alberto Taveira Corrêa, acusado por ex-seminaristas de assédio moral e sexual. O religioso nega as acusações e já declarou anteriormente ser alvo de denúncias falsas. O processo interno ligado ao caso foi encerrado em 2022 pela Santa Sé.

 

A organização alemã Eckiger Tisch, que acompanha vítimas de violência sexual ligada à Igreja, afirma que há temor entre denunciantes devido à influência e ao poder exercidos por integrantes da instituição.

 

A pesquisa do Instituto IDEIA citada na reportagem mostra que uma em cada seis pessoas afirma conhecer alguém que sofreu violência sexual cometida por um líder religioso.

 

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Procuradas pela reportagem original, a CNBB, a Diocese de Óbidos, a Arquidiocese de Belém do Pará e os religiosos mencionados não se manifestaram sobre as acusações até a publicação da matéria. 

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