Expressões populares usadas apenas em redes sociais ou na oralidade, por exemplo, não são suficientes para garantir a entrada
Palavras como “disania”, “terrir” e “pejotização” ainda não fazem parte do vocabulário oficial da língua portuguesa, mas estão em análise pela Academia Brasileira de Letras (ABL) para possível inclusão no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp). Os termos refletem fenômenos do cotidiano moderno, que já circulam amplamente em conversas e textos, apesar de ainda não estarem formalmente reconhecidos.
A “disania” descreve a dificuldade extrema de sair da cama pela manhã, mesmo após uma noite de sono. Já “terrir” é usado para classificar obras que misturam elementos de terror e comédia. A “pejotização”, por sua vez, refere-se à prática de contratar trabalhadores como pessoas jurídicas, driblando vínculos empregatícios formais.
De acordo com reportagem do G1, para uma palavra ser aceita no Volp, é necessário que ela apareça em diferentes tipos de textos escritos, como reportagens, livros e artigos científicos, e apresente uso consistente, com o mesmo significado em diversos contextos. Expressões populares usadas apenas em redes sociais ou na oralidade, por exemplo, não são suficientes para garantir a entrada.
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Além dessas três, outros cinco termos também aguardam avaliação: “cordonel” (lona usada na vulcanização de pneus), “microssono” (breves episódios involuntários de sono), “reclínio” (ato de deitar-se ou inclinar-se), “retrofitagem” (modernização de edifícios antigos sem alterar a estrutura) e “tokenização” (substituição de dados por códigos em sistemas de segurança).
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A ABL não estabelece um prazo para a decisão final, que depende da análise de uso e da adaptação linguística dos termos.