Esse processo é chamado de neuroplasticidade
Aprender a tocar um instrumento, começar um novo idioma ou desenvolver uma habilidade diferente provoca mudanças no cérebro que vão muito além da memorização. Ao entrar em contato com algo desconhecido, o órgão começa a reorganizar suas funções e criar novas conexões entre os neurônios.
Esse processo é chamado de neuroplasticidade e permite que o cérebro se adapte às experiências e continue aprendendo ao longo de toda a vida.
No início, uma atividade nova exige bastante concentração e esforço mental. Isso acontece porque o cérebro ainda não possui caminhos consolidados para realizar aquela tarefa. Com a prática, porém, as conexões neurais ficam mais eficientes e a execução passa a exigir menos esforço.
Veja também

Você sonha com a mesma pessoa? Saiba o que significa isso, segundo a psicologia
Onde são fabricadas as urnas eletrônicas usadas nas eleições brasileiras?
A repetição é importante nesse processo, mas não significa que estudar ou praticar durante horas sem parar seja a melhor estratégia. Pesquisas indicam que distribuir os estudos ao longo do tempo, fazer pausas, tentar recuperar informações sem consultar o material e corrigir os próprios erros favorece uma aprendizagem mais duradoura.
Aprender uma habilidade física e uma intelectual também envolve regiões diferentes do cérebro. Tocar violão, por exemplo, exige maior participação do cerebelo, do córtex motor e dos gânglios da base, responsáveis pelo controle e pela coordenação dos movimentos. Já aprender um idioma envolve áreas relacionadas à linguagem, memória, atenção e funções executivas.
Apesar das diferenças, os dois tipos de aprendizagem dependem de prática, repetição e integração entre diferentes áreas cerebrais.
Outro fator fundamental é o sono. Durante o descanso, o cérebro reorganiza as informações recebidas ao longo do dia e fortalece conexões importantes para a memória. Por isso, abrir mão de horas de sono para estudar por mais tempo pode acabar prejudicando o aprendizado.
Também existe um mito de que adultos têm pouca capacidade de aprender coisas novas. Embora a infância seja uma fase de grande plasticidade cerebral, o cérebro adulto continua capaz de formar novas conexões.
Na vida adulta, algumas habilidades podem exigir mais tempo e prática, mas motivação, frequência e desafios cognitivos ajudam a manter o cérebro ativo.
As emoções também interferem nesse processo. Atividades que despertam curiosidade, interesse ou sensação de conquista podem favorecer a liberação de neurotransmissores, como a dopamina, que estão relacionados à motivação, atenção e memória.
Por outro lado, estresse constante, falta de sono, excesso de distrações e realização de várias tarefas ao mesmo tempo podem dificultar a aprendizagem.
Manter uma rotina de sono adequada, praticar exercícios físicos, ler, fazer pausas durante os estudos e ter contato com diferentes experiências são hábitos que podem ajudar o cérebro a aprender melhor.
No fim, não importa se a pessoa escolhe aprender um idioma, tocar um instrumento, cozinhar, desenhar ou desenvolver uma nova habilidade profissional. Cada experiência representa uma oportunidade de estimular o cérebro e criar novas conexões.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Ou seja: nunca é tarde para aprender algo novo — e, enquanto você aprende, seu cérebro também está mudando.