O material apreendido pela PF indica que ele operava um verdadeiro “kit do golpe”, pronto para novas fraudes
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nessa segunda-feira (31/3), uma operação contra um idoso suspeito de ser estelionatário reincidente especializado em fraudes bancárias, sobretudo contra a Caixa Econômica Federal. A ação, que incluiu o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, foi conduzida pela Delegacia da PF em Cruzeiro (SP).
Com um histórico de golpes que se estendem por diferentes municípios do estado, o homem vinha sendo investigado há mais de um ano. Segundo a PF, ele falsificava documentos de identidade com sua própria fotografia, mas com dados de terceiros, e usava essas identidades para contratar empréstimos consignados fraudulentos. Somente em um dos casos mais recentes, ele causou prejuízo superior a R$ 50 mil à instituição bancária.
O caso mais emblemático ocorreu em 29 de agosto de 2024: no mesmo dia em que recebeu uma intimação judicial relacionada a crimes anteriores, ele finalizou uma nova fraude por meio do atendimento virtual da agência da Caixa em Aparecida (SP). “Foi uma demonstração inequívoca da irrelevância para com as forças policiais e o sistema de justiça criminal”, destacou a PF.
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Apesar de ter sido preso em flagrante em 26 de abril de 2024, ao tentar aplicar um golpe semelhante em Potim (SP), o idoso foi solto pouco mais de um mês depois, em 7 de junho. Em liberdade, voltou a aplicar golpes, inclusive na cidade de Jundiaí (SP), onde conseguiu fugir ao ser descoberto.
Durante a operação dessa segunda (31), a PF apreendeu seis documentos de identidade falsificados, todos com a mesma foto, mas com nomes diferentes, além de contratos de empréstimos e cartões bancários vinculados a terceiros. O material indica que ele operava um verdadeiro “kit do golpe”, pronto para novas fraudes.
A vítima do caso mais recente, teve seu nome utilizado indevidamente para a abertura de contas e contratação de empréstimos. Ele nega qualquer vínculo com a Caixa Econômica e confirmou não ter realizado as transações fraudulentas.
O delegado Leonardo Américo Ângelo Santos, responsável pela investigação, destacou a necessidade da prisão preventiva do acusado, uma vez que ele demonstrou reiterado desrespeito às determinações judiciais e alta periculosidade. “Estamos diante de um criminoso em série, que age com frieza e planejamento, inclusive fazendo uso de rotas interestaduais para dificultar a identificação e rastreamento.”
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O idoso foi indiciado pelo crime de estelionato qualificado contra instituição financeira, cuja pena pode ultrapassar sete anos de reclusão.
Fonte: Metrópoles