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Vulnerabilidade da seleção, o primeiro desafio de Ancelotti
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

No G-6 das Eliminatórias, time brasileiro é o único com média de mais de um gol sofrido por jogo

A seleção brasileira começa a treinar em Itaquera, nesta segunda-feira (2), para jogos contra Equador, em Quito, e Paraguai, em São Paulo, e Carlo Ancelotti, o novo treinador, tem algo claro em sua mente: o time precisa de mais consistência defensiva. Daí a convocação de Casemiro, que retorna após um ano fora das listas elaboradas por Dorival Júnior. O volante vem com a missão de ajudar no equilíbrio.

 

O treinador italiano plantará o volante do United à frente da zaga, e cobrará de meias e de atacantes mais participação na marcação já no campo ofensivo. A seleção brasileira é, entre as seis que estariam classificadas para a próxima Copa do Mundo, a única que sofreu mais de um gol em média nos 14 jogos do torneio das Eliminatórias. E o acerto do time começa deste princípio.

 

A seleção só não foi vazada pelo Peru (em casa e fora) e do Equador (em casa), o adversário de quinta-feira (5), em Quito. Os outros sete do grupo balançaram as redes do goleiro do Brasil, fosse Ederson, Alisson ou Bento. E este diagnóstico norteará a primeira fase do trabalho do Ancelotti. Nas 13 últimas Copas, o campeão sofreu, em média, quatro gols em sete jogos (0,57 por jogo). A seleção, com 1,14, está longe da meta.

 

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Por relevância histórica, pela maior qualidade dos jogadores que produz e até pelo peso que leva na camisa cinco estrelas, a única do mundo, o time que visa o sexto título mundial num torneio tão curto não pode mostrar tanta vulnerabilidade. E isso o italiano sabe trabalhar bem, fazendo seus jogadores de frente participarem da recomposição sem perder capacidade ofensiva.

 

Em sua última partida nas Eliminatórias, a seleção brasileira levou quatro gols da Argentina  — Foto: Alexandre Cassiano

Foto:  Alexandre Cassiano

 

Basta olhar para o desempenho de Milan e Real Madrid nas cinco conquistas que diferenciaram os times do “Rei da Champions” - quatro com média de gols sofridos variando entre o 0,59 de 2002/03 e 0,92 de 2023/24. A exceção foi a temporada 2021/22, quando o Real Madrid sofreu 14 gols em 13 jogos na campanha marcada por jogos difíceis contra PSG, Chelsea e Manchester City.

 

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Ancelotti tem aproveitado bem os primeiros dias no país para estar com referências de confiança. Dia desses, ouviu o relato de Felipão sobre os ajustes defensivos que fortaleceram a seleção na época conquista do penta em 2002. Estou curioso para ver no campo o resultado de tudo isso…

 

Fonte: Extra

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