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Educação

04/10/2019

Weintraub afirma que estudantes com baixo desempenho no Enade 'não deveriam se formar'

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Foto: Luciano Freire

Apresentação dos resultados do Enade 2018 nesta sexta (4), no MEC.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou nesta sexta-feira (4) que alunos com baixo desempenho no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) não deveriam se formar.

 

O governo estuda mudar o edital do exame já para o ano que vem para poder divulgar os melhores resultados, como forma de incentivo para que os estudantes se empenhem durante o exame, disse Alexandre Ribeiro Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enade.

 

As declarações foram dadas durante uma entrevista à imprensa na manhã desta sexta (4), quando apresentava os resultados da avaliação.

 

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"Não deveria ter o diploma. (...) Eu acho que quem faz 0 a 20% foi sabotar", afirmou o ministro Abraham Weintraub.
O Enade é o exame aplicado pelo governo federal aos estudantes que estão no último ano da graduação, concluindo os cursos. Cada curso é avaliado a cada três anos.

 

Segundo dados do Enade 2018, de 7.276 cursos de instituições particulares, só 240 (3,3%) ficaram com o conceito 5. Entre as instituições públicas, essa taxa sobe para 20,3%.

 

Para Weintraub, os resultados podem estar relacionados ao perfil dos alunos das universidades – vestibulares em instituições públicas tendem a ser mais concorridos – e a uma possível "sabotagem" dos estudantes.

 

O ministro lembrou que hoje só há punição para quem não faz a prova, que é o atraso na colação de grau, e disse que há uma série de medidas sendo pensadas para melhorar a adesão ao exame.

 

“Se a pessoa não acerta 20% na prova, ela tem desempenho pior que o aleatório. É muito ruim. A gente gostaria que essa pessoa não pudesse se formar, mas para isso precisa mudar a lei”, afirmou Weintraub.

 

"A gente tem uma série de sugestões, tudo vai passar pelo Congresso", disse o ministro.

 

Já a proposta de divulgar os melhores resultados dependeria de uma alteração no edital do exame, diz Lopes.

 

"Para o ano que vem, nós estamos pensando em mudar o edital para que a gente possa divulgar os melhores alunos por faixa. A Lei proíbe que divulgue a nota individual do aluno.

 

Mas a gente quer divulgar quais foram os alunos que tiveram melhor resultado, aqueles que ficaram entre 8 e 10 e entre 6 e 8 na relação por curso, como forma de incentivo para que o aluno busque ficar entre os melhores.

 

Mas a gente precisa mudar o edital e a gente quer mudar para o ano que vem", afirmou Lopes, presidente do Inep. 

 

Na edição de 2018 do Enade, só 3,3% dos cursos de faculdades privadas conseguiram atingir o conceito máximo. Já entre as instituições públicas, essa taxa sobe para 20,3%.

 

O cálculo considera as instituições particulares com ou sem fins lucrativos, que somam 7.259 cursos, e inclui 17 cursos de instituições especiais (que são estaduais ou municipais, mas não são gratuitas, e contaram com 807 estudantes no exame).

 

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Já o grupo de instituições públicas inclui 1.244 cursos de universidades e institutos gratuitos das redes federal, estaduais e municipais.

 

Considerando todos os 8.520 cursos, menos de 6% deles tiveram conceito 5, percentual semelhante ao registrado nos cursos avaliados em 2017. Segundo o Inep, outros 301 cursos ficaram sem conceito no Enade 2018.

 

G1

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