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Xi Jinping diz a Trump que Taiwan é a principal questão entre China e EUA e pede cautela no envio de armas
Foto: Reprodução

Presidente chinês cobra prudência de Washington e reforça soberania sobre a ilha; Trump elogia diálogo e cita avanços comerciais

O líder chinês Xi Jinping afirmou que Taiwan é “a questão mais importante” nas relações entre a China e os Estados Unidos durante uma conversa telefônica com o presidente americano Donald Trump, realizada nesta quarta-feira. Segundo a mídia estatal chinesa, Xi cobrou que Washington aja com “prudência” no fornecimento de armas à ilha autogovernada, tema que há décadas gera tensão entre as duas potências.

 

De acordo com os relatos oficiais, Xi disse atribuir “grande importância” aos laços com os Estados Unidos e demonstrou expectativa de que os dois países encontrem caminhos para administrar suas divergências. Do lado americano, Trump classificou a ligação como “excelente”, “longa e minuciosa”, em publicação nas redes sociais.

 

A conversa ocorre em meio a uma ofensiva diplomática da China, que recebeu nos últimos meses diversos líderes ocidentais em meio a tentativas de redefinir a relação com a segunda maior economia do mundo. O próprio Trump afirmou que pretende viajar a Pequim em abril, visita que disse aguardar “com muita expectativa”.

 

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No campo comercial, o presidente dos EUA declarou que Pequim avalia aumentar significativamente a compra de soja americana, passando de 12 milhões para 20 milhões de toneladas. “A relação com a China, e a minha relação pessoal com o presidente Xi, é extremamente boa, e ambos reconhecemos a importância de mantê-la assim”, escreveu Trump.

 

Além de Taiwan, os dois líderes discutiram a guerra da Rússia na Ucrânia, a situação no Irã e a compra de petróleo e gás dos Estados Unidos pela China, segundo Trump.

 

Sobre a ilha, Xi reforçou a posição histórica de Pequim de que Taiwan é “território chinês” e que o país precisa “salvaguardar a soberania e a integridade territorial”. Ele também alertou que os Estados Unidos devem tratar com cautela a venda de armas ao governo taiwanês. A China promete há décadas a chamada “reunificação” e não descarta o uso da força.

 

Embora mantenham relações diplomáticas formais com Pequim, e não com Taiwan, os EUA seguem como principal aliado e maior fornecedor de armas da ilha. Em dezembro, o governo Trump anunciou uma venda de armamentos estimada em US$ 11 bilhões, incluindo lançadores de foguetes avançados, obuses autopropulsados e mísseis. Na ocasião, a China afirmou que a medida poderia acelerar uma escalada perigosa no Estreito de Taiwan.

 

“Assim como os Estados Unidos têm suas preocupações, a China também tem as suas”, disse Xi a Trump. “Se ambos os lados trabalharem na mesma direção, com espírito de igualdade, respeito e benefício mútuo, certamente encontraremos maneiras de abordar as preocupações um do outro.”

 

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Em Taipé, o líder taiwanês Lai Ching-te declarou nesta quinta-feira que as relações com os Estados Unidos seguem “sólidas como uma rocha” e garantiu que todos os projetos de cooperação em andamento continuam normalmente. 

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