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Ypê amplia programa de reembolso para produtos ainda suspensos pela Anvisa
Foto: Reprodução/ Ypê

A empresa orienta que consumidores verifiquem o número do lote impresso na embalagem antes de utilizar os itens.

A fabricante de produtos de limpeza Ypê anunciou a ampliação do programa de troca e reembolso destinado aos consumidores que possuem produtos ainda suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A empresa orienta que consumidores verifiquem o número do lote impresso na embalagem antes de utilizar os itens.

 

Têm direito ao ressarcimento os clientes que possuem lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lotes terminados em número 1 e fabricados até 31 de março de 2026. Para solicitar a troca ou o reembolso, é necessário entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa e informar os dados do lote para conferência.

 

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A recomendação da fabricante é que os produtos enquadrados na suspensão permaneçam separados e não sejam utilizados até que o consumidor receba orientações oficiais. Em caso de irritação, alergia ou qualquer reação adversa, a orientação é procurar atendimento médico e comunicar os órgãos de vigilância sanitária.

 

Em seu posicionamento mais recente, a Anvisa autorizou a comercialização e o uso dos detergentes e desinfetantes produzidos em março de 2026 com lotes terminados em 1. Anteriormente, o órgão já havia liberado os produtos fabricados a partir de 1º de abril do mesmo ano.

 

A flexibilização ocorreu após uma nova inspeção realizada na unidade da empresa em Amparo, interior de São Paulo. No fim de maio, a fábrica recebeu autorização para retomar as atividades depois que equipes da Anvisa e das vigilâncias sanitárias estadual e municipal verificaram a adoção de medidas corretivas consideradas necessárias para a continuidade da produção.

 

A empresa informou ainda que encaminhou à agência reguladora laudos laboratoriais independentes referentes aos lotes suspensos e aguarda uma avaliação definitiva para obter a liberação total dos produtos.

 

A crise teve início em maio deste ano, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da marca após identificar irregularidades relacionadas às Boas Práticas de Fabricação. Durante fiscalização realizada na unidade industrial, foram apontadas falhas em etapas consideradas críticas do processo produtivo, com potencial risco de contaminação microbiológica.

 

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Segundo a empresa, mais de 230 ações corretivas foram implementadas desde então. O caso também ocorre após episódios anteriores envolvendo suspeitas de contaminação microbiológica em produtos fabricados pela companhia, situação que motivou investigações e medidas preventivas adotadas pelos órgãos reguladores.

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