Empresa recorreu da medida que barrava fabricação e venda de itens da marca; consumidores seguem orientados a evitar lotes afetados
A Ypê conseguiu suspender temporariamente os efeitos da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária que determinava a interrupção da fabricação e comercialização de produtos da marca. A mudança ocorreu após a empresa apresentar um recurso administrativo ao órgão regulador.
Apesar da suspensão da medida, a Anvisa manteve o alerta sanitário e continua orientando os consumidores a não utilizarem os 23 produtos atingidos pela decisão, todos pertencentes a lotes com final 1.
Segundo a fabricante, o protocolo do recurso tem efeito suspensivo automático, conforme previsto na legislação da agência. Em nota, a empresa afirmou que apresentou novos esclarecimentos técnicos e reforçou o plano de ação elaborado para adequar os processos produtivos.
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Com isso, produtos das linhas lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes poderão continuar sendo fabricados e comercializados até que a Anvisa conclua a análise definitiva do recurso.
Mesmo com a retomada temporária das atividades, a agência reguladora informou que mantém o entendimento técnico sobre os riscos sanitários identificados na unidade da Química Amparo, localizada em Amparo, no interior de São Paulo.
A Anvisa afirmou que a decisão final da Diretoria Colegiada deve ocorrer nos próximos dias e reforçou que os consumidores devem evitar o uso dos produtos envolvidos “por segurança”.
O órgão também determinou que a empresa continue orientando clientes sobre procedimentos de recolhimento, troca, devolução e ressarcimento por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).
A suspensão inicial havia sido anunciada após inspeções apontarem falhas graves no processo de fabricação. Entre os problemas identificados estavam irregularidades no controle de qualidade, descumprimento de etapas críticas da produção e falhas nos sistemas de garantia sanitária.
A decisão atinge apenas produtos com lotes terminados em número 1, conforme lista divulgada no Diário Oficial da União por meio da Resolução nº 1.834/2026.
A crise envolvendo a marca começou ainda em novembro de 2025, quando a empresa iniciou um recall voluntário de alguns lotes de lava-roupas líquidos após detectar a bactéria Pseudomonas aeruginosa em determinados produtos.
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Desde então, as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foram orientadas a intensificar a fiscalização para impedir a circulação dos lotes considerados irregulares.