Ele também mandou recolher o passaporte do político e o proibiu de manter contato com outros alvos
O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin rejeitou um pedido da Polícia Federal para prender e afastar do cargo o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), no âmbito da Operação Sisamnes, que investiga um suposto esquema de venda de sentenças judiciais. Zanin, no entanto, autorizou mandados de busca e apreensão contra o prefeito, que foram cumpridos nesta sexta-feira pela PF. Ele também mandou recolher o passaporte do político e o proibiu de manter contato com outros alvos.
Segundo as investigações, Campos é suspeito de ter vazado informações sobre uma operação policial envolvendo políticos e juízes do Tocantins que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) - o que teria comprometido "a eficácia das medidas judiciais, segundo a PF".
A PF também pediu mandados de busca e apreensão nas dependências do STJ e em um escritório de advocacia - o que foi indeferido por Zanin. Procurada, a defesa de Campos ainda não se manifestou.
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De acordo com as investigações, um advogado de Brasília era a fonte das informações sigilosas repassadas aos políticos de Tocantins. A PF captou diálogos em que o prefeito aparece falando sobre o avanço de inquéritos conduzidos no STJ. "Aqui vão dançar dois juízes e pelo menos três advogados", diz ele em uma conversa revelada pela coluna da Daniela Lima, do portal G1.
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Esta fase deflagrada hoje pela PF é um desdobramento de outra realizada em março deste ano. Na ocasião, foi preso o advogado Thiago Marcos Barbosa, que é sobrinho do governador do Tocantins Wanderlei Barbosa (Republicanos). O governador não foi alvo desta ação.
Fonte: G1