Volodymyr Zelensky declara que alistamento de chineses pelas forças russas não é isolado e promete investigar o caso a fundo
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou nesta quinta-feira (10/4) a Rússia de recrutar sistematicamente cidadãos chineses para atuarem como soldados nas forças de ocupação em território ucraniano. A declaração foi feita após a captura de dois combatentes de origem chinesa, na região de Donetsk, no início da semana.
“Continuamos a investigar todas as circunstâncias que cercam o envolvimento de cidadãos chineses nas forças de ocupação russas. O Serviço de Segurança da Ucrânia está realizando as ações processuais necessárias com os prisioneiros de guerra recentemente capturados na região de Donetsk”, declarou Zelensky.
Segundo o governo ucraniano, os casos não se tratam de episódios isolados, mas de um padrão de recrutamento que envolveria ações sistemáticas por parte da Rússia, supostamente com operações dentro do território chinês.
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Zelensky publicou imagens de um interrogatório com um dos soldados chineses capturados pelo sistema de defesa ucraniano, em que ele afirma que não deseja “voltar para a Rússia”.
“É absolutamente claro que estes não são casos isolados, mas sim esforços sistemáticos da Rússia, em particular no território e sob a jurisdição da China, para recrutar cidadãos daquele país para a guerra”, afirmou o líder ucraniano.
O governo da China se pronunciou na quarta-feira (9/4) sobre as acusações de Zelensky após o anúncio da captura de dois soldados chineses que lutavam em prol da Rússia. Pequim alegou que estava “verificando as informações” e negou veemente estar auxiliando Moscou.
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Volodymyr reforçou que a Ucrânia continuará apurando as informações e pediu ações da comunidade internacional. “Tudo o que for necessário deve ser feito para garantir que a Rússia não tenha oportunidades semelhantes de prolongar e expandir a guerra”, ressaltou.
Fonte: Metrópoles