Ex-governador mineiro também relembrou eleição como outsider para o comando do estado em 2018 e sugeriu mudanças nos critérios de indicação para o STF
O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, defendeu mudanças profundas no Judiciário e afirmou que o Brasil vive um "estado de exceção". A declaração foi feita durante entrevista em que apresentou propostas para reformar o sistema de Justiça e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre as propostas apresentadas, Zema defendeu o fim das decisões monocráticas que suspendem atos aprovados pelo Congresso Nacional e mudanças na forma de indicação dos ministros do STF. Segundo ele, o presidente da República deveria escolher os integrantes da Corte a partir de uma lista tríplice formada por juristas de reconhecida experiência, em vez de fazer indicações livres.
O ex-governador de Minas Gerais afirmou ainda que o país atravessa um "estado de exceção", alegando que há desequilíbrio entre os Poderes e excesso de interferência do Judiciário em decisões do Legislativo e do Executivo. Para o pré-candidato, é necessário restabelecer limites institucionais e fortalecer a separação entre os Poderes.
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Durante a entrevista, Zema também voltou a defender uma agenda de reformas econômicas, redução dos gastos públicos, privatizações e rejeitou a criação de novos impostos como forma de equilibrar as contas do governo. Segundo ele, a prioridade deve ser enxugar a máquina pública e aumentar a eficiência da administração federal.
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As declarações fazem parte da estratégia de campanha do pré-candidato para as eleições de 2026. Zema busca ampliar sua projeção nacional com um discurso voltado à reforma do Estado, defesa do liberalismo econômico e críticas ao atual funcionamento das instituições, especialmente do Judiciário.