O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) decidiu manter sua candidatura à Presidência da República, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo partido na corrida eleitoral. A estratégia também tem como objetivo fortalecer a legenda nacionalmente e aumentar suas chances de superar a cláusula de barreira nas eleições de 2026.
O Novo não conseguiu atingir a cláusula de desempenho na eleição de 2022 e, por isso, enfrenta limitações para acessar recursos e tempo de propaganda eleitoral. Para 2026, a legenda precisa alcançar 2,5% dos votos válidos para deputado federal, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, ou eleger ao menos 13 deputados federais.
Nesse cenário, a candidatura de Zema é vista pelo partido como uma espécie de vitrine nacional. A expectativa é que uma campanha presidencial com maior exposição ajude a impulsionar os candidatos do Novo à Câmara e contribua para ampliar a bancada da legenda. Os votos obtidos diretamente por Zema, no entanto, não entram no cálculo da cláusula de barreira.
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Apesar das especulações sobre uma possível desistência em favor de outro nome da direita, dirigentes do Novo afirmam que Zema não cogita abandonar a disputa. O ex-governador foi oficialmente escolhido pelo partido em julho e teve sua candidatura registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral em agosto, com o senador Eduardo Girão como candidato a vice-presidente.
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A decisão mantém o Novo na disputa presidencial mesmo com o cenário desfavorável nas pesquisas e sem direito à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A aposta da legenda é transformar a campanha de Zema em instrumento para ampliar sua presença no Congresso e garantir a sobrevivência política do partido em âmbito nacional.