Polícia Civil do RJ cumpre 39 mandados no Rio e em São Paulo na Operação Golpe da Fé. Segundo as investigações, líder religioso usava influência sobre fiéis para captar investidores
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (18) a Operação Golpe da Fé, que investiga um suposto esquema de pirâmide financeira ligado a uma igreja de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ao todo, são cumpridos 39 mandados de busca e apreensão contra 12 alvos nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Segundo as investigações, o esquema seria liderado pelo pastor Roberto Vieira Soares, da Igreja Apostólica Vida e Adoração, em Icaraí. Ele teria usado a influência sobre fiéis para captar dinheiro para aplicações no chamado “Banco do Pastor”, nome pelo qual a empresa GAL Invest Bank era conhecida. A promessa aos investidores chegava a 10% de retorno ao mês.
De acordo com a polícia, os primeiros investidores recebiam os pagamentos prometidos, o que ajudava a atrair novas pessoas para o negócio. Com o aumento da captação, porém, os pagamentos teriam sido interrompidos. Há relatos de investidores que tiveram prejuízos de até R$ 118 mil.
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As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 8 milhões entre 2022 e 2025. Pelo menos sete registros de ocorrência já foram relacionados ao suposto esquema, com prejuízo superior a R$ 1 milhão. A polícia também apura a possível participação de familiares do pastor e o uso de empresas para movimentar ou ocultar recursos.
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Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 8 milhões e autorizou a apreensão de bens de luxo. Segundo o delegado Vinícius Miranda, o pastor teria transformado o púlpito em um espaço para captar investidores. A defesa de Roberto Vieira Soares ainda não havia se manifestado até a publicação da reportagem.