NOTÍCIAS
Economia
'Alavancagem do consignado privado ainda é muito baixa', diz CEO do Itaú
Foto: Reprodução

Segundo Milton Maluhy Filho, banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 11,12 bilhões no primeiro trimestre do ano, um aumento de 13,9% comparado aos três primeiros meses do ano passado

 O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, disse na manhã de sexta (9) que a alavancagem do empréstimo consignado privado ainda está em patamares muito baixos. Ele fez uma comparação com modalidades já consolidadas — como o consignado para servidores e o vinculado ao INSS — e afirmou que, nesses casos, o volume de crédito disponível mensalmente costuma ser de quatro a seis vezes maior do que a massa salarial no mesmo período. O Itaú tem atualmente 30% do mercado de consignado privado.

 

Maluhy explicou, no entanto, que o risco no consignado privado é maior do que nas outras duas modalidades, porque envolve uma composição entre o risco individual do trabalhador e o risco da empresa na qual ele está empregado. Em outras palavras, a situação financeira da empresa também pesa na avaliação — e isso pode variar bastante no caso de empresas com maior rotatividade de pessoal ou com dificuldades financeiras.

 

O Itaú divulgou que registrou lucro líquido recorrente de R$ 11,12 bilhões no primeiro trimestre do ano, um aumento de 13,9% comparado aos três primeiros meses do ano passado. Frente ao trimestre imediatamente anterior, houve avanço de 2,2%, mostra o balanço da empresa enviado a investidores nesta quinta-feira.

 

Veja também

 

Preço do ovo finalmente cai, e café acumula alta de 80%, mostra IBGE

 

Inflação sobe 0,43% em abril ante 0,56% em março, com altas de remédios e alimentos, diz IBGE

 

O retorno sobre o patrimônio (ROE, rentabilidade em relação ao valor investido) fechou o trimestre em 22,5% — patamar semelhante ao primeiro trimestre (21,9%) e ao último trimestre (22,1%) de 2024.

 

Já a margem com clientes foi de R$ 29,39 bilhões, indicando aumento de 13,9% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. A margem com o mercado viu o movimento contrário, retraindo 12,8% em um ano, fechando em R$ 923 milhões.

 

A inadimplência foi de 2,3% em março, pouco abaixo dos 2,7% registrados no mesmo mês do ano passado. O trimestre terminou com R$ 1,38 trilhão na carteira de crédito expandida, crescimento de 13,2% em comparação à 2024 e recuo de 1,7% frente ao trimestre anterior.

 

Quanto à carteira de pessoa física, o banco informou que fechou março em R$ 448,8 bilhões, aumento de 8,6% na comparação anual e de 0,9% comparado ao último trimestre de 2024.

 

Em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), esse valor atingiu R$ 273,2 bilhões. Isso representa avanço de 17,7% comparado ao primeiro trimestre do ano passado. Já nas grandes empresas, o balanço informa R$ 425,3 bilhões, crescimento de 13% no ano.


As receitas de prestação de serviços chegaram a R$ 11,23 bilhões, avanço de 3,5% na comparação aos três primeiros meses de 2024. As receitas com seguros, por outro lado, fecharam o trimestre em R$ 2,93 bilhões, indicando aumento de 13,8%. Já as despesas operacionais, que chegaram a R$ 15,76 bilhões, avançaram 9,8%.

 

Maluhy também respondeu rumores de que o Itaú seria o banco mais reticente quanto ao uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) pelo Banco Master.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

— A gente não comenta especulações de mercado e eu posso te garantir que são especulações de mercado. A gente não comenta casos específicos. Qualquer discussão em torno desse assunto é responsabilidade exclusiva do Banco Central e, se o Banco Central se entender, do Fundo Garantidor de Crédito também. Isso não nos diz respeito.

 

Fonte: O Globo

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.