Os chamados “chips da beleza”, usados com promessa de emagrecimento, ganho de massa muscular, aumento da libido e melhora estética, seguem em expansão no Brasil mesmo após alertas de entidades médicas e restrições da Anvisa. Especialistas afirmam que os implantes hormonais não possuem comprovação científica para os benefícios estéticos divulgados nas redes sociais e podem trazer riscos graves à saúde.
Segundo médicos e pesquisadores ouvidos pelo podcast O Assunto, do g1, os implantes utilizam substâncias como testosterona, oxandrolona e gestrinona, todas com efeito anabolizante. Apesar de o uso para fins estéticos ser alvo de restrições, clínicas e profissionais seguem oferecendo os produtos por meio de brechas regulatórias e manipulação em farmácias especializadas.
O mercado movimenta milhões de reais e tem forte presença nas redes sociais, onde influenciadores e profissionais da saúde promovem os implantes principalmente para mulheres. O Conselho Federal de Medicina afirma que o modelo pode envolver conflito de interesse, já que médicos prescrevem os hormônios e indicam estabelecimentos para compra e aplicação.
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A Anvisa chegou a proibir a manipulação, comercialização e propaganda dos implantes hormonais manipulados, mas recuou após pressão do setor. Atualmente, o uso estético continua restrito, embora a ausência de regras mais rígidas permita que o mercado siga funcionando.
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Especialistas também alertam para os efeitos colaterais associados ao uso indiscriminado dos hormônios, incluindo aumento da pressão arterial, alterações metabólicas e maior risco cardiovascular. O tema voltou ao debate público após relatos de pacientes que enfrentaram complicações relacionadas aos implantes hormonais.