Resolução publicada no Diário Oficial determinou apreensão e proibição de produtos sem registro, fabricados por empresa desconhecida
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda, importação e uso de diversos produtos vendidos com promessas medicinais sem qualquer registro sanitário no Brasil.
Entre os itens barrados está o chamado “Composto Taradão”, além de produtos como “Composto Cura Tudo”, “Composto Anti-Álcool”, “Garrafada Cura Tudo”, “Kit Sinusite/Rinite”, “Composto Saúde do Homem”, “Composto Tira Fumo”, “Composto para Diabetes”, “Composto para Psoríase” e “Garrafada do Seu Geraldo”.
Segundo a Anvisa, os produtos da marca Viva da Natureza eram fabricados por empresa não identificada e estavam sendo vendidos sem registro, cadastro ou autorização do órgão sanitário.
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A agência alertou que os itens prometiam efeitos típicos de medicamentos, como tratamento, prevenção e cura de doenças, sem qualquer comprovação científica ou controle de qualidade.
No caso do “Composto Taradão”, o produto era divulgado como estimulante e afrodisíaco natural, prometendo aumento da libido, energia e melhora da circulação. A fórmula teria mistura de plantas populares como catuaba, ginseng, guaraná, marapuama, ginkgo biloba, cipó-cravo, nó-de-cachorro, rabo-de-cavalo e cipó-mil-homens.
Especialistas alertam que o uso indiscriminado dessas substâncias pode causar efeitos graves à saúde. Guaraná e ginseng podem aumentar pressão arterial, ansiedade e insônia. Já o ginkgo biloba pode elevar o risco de sangramentos em pessoas que utilizam anticoagulantes.
Outro ponto que gerou preocupação foi a presença do chamado cipó-mil-homens, associado a espécies contendo ácido aristolóquico, substância ligada a lesões renais e até câncer.
A Anvisa também proibiu produtos da marca Status Verde, igualmente fabricados por empresa não identificada. Entre eles estão “Composto Anti-Diabetes”, “Valeriana Composta”, “Erva Baleeira”, “7 Magnésios” e outros fitoterápicos sem registro.
Além das apreensões, a resolução publicada no Diário Oficial da União também determinou recolhimento voluntário de medicamentos regularizados.
A farmacêutica Cimed iniciou o recolhimento do lote 2424299 de atorvastatina cálcica 40 mg e rosuvastatina cálcica 20 mg após suspeita de troca de embalagens entre os medicamentos usados para controle do colesterol.
Já a Hypofarma anunciou o recolhimento do lote 25091566 do medicamento fosfato dissódico de dexametasona 4 mg/ml injetável após identificação de turvação na solução durante diluição com determinados medicamentos.
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A Anvisa reforçou o alerta para consumidores evitarem produtos vendidos como “naturais”, “fitoterápicos” ou “garrafadas” sem registro oficial, já que o uso dessas fórmulas pode causar intoxicação, interação medicamentosa, agravamento de doenças e abandono de tratamentos médicos comprovados.