Magda Chambriard, presidente da Petrobras
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o governo federal não interferiu na política de preços da empresa após o anúncio do reajuste de 11,6% no diesel para as distribuidoras. Segundo ela, a decisão foi tomada após 310 dias sem aumento no combustível, lembrando que a última mudança havia sido uma redução.
Magda explicou que, sem o pacote anunciado pelo governo para conter a alta, o reajuste poderia chegar a cerca de R$ 0,70. Com as medidas adotadas, porém, o impacto final para o consumidor deve ser de aproximadamente R$ 0,06 por litro, considerado praticamente imperceptível. Ela também afirmou que o preço da gasolina permanece sem alteração e que ainda não há previsão de mudança.
A presidente destacou que o mercado internacional vive uma situação excepcional por causa da guerra no Golfo Pérsico, que elevou o preço do petróleo. Antes do conflito, segundo ela, a expectativa era de queda no valor dos combustíveis, já que o barril era negociado em torno de US$ 60 e saltou para a casa dos US$ 100.
Veja também

Petróleo volta a ultrapassar US$ 100 com tensões no Oriente Médio e pressiona economia global
Economia do Amazonas cresce 4,41% em 2025 e supera média nacional
Magda também afirmou que a Petrobras não vê prejuízo no pagamento do imposto temporário de 12% sobre a exportação de petróleo bruto anunciado pelo governo, já que mesmo com a taxa o valor final ainda fica acima do patamar anterior ao conflito.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Ela ressaltou ainda que a Petrobras não está retendo diesel e que a empresa vem cumprindo e até superando as entregas previstas. De acordo com a presidente, a estatal fornece cerca de 70% do diesel consumido no país e atualmente está entregando cerca de 15% acima da cota combinada, enquanto a importação do combustível também é complementada por outras empresas do mercado.