Justiça Eleitoral amplia fiscalização sobre o uso da inteligência artificial em campanhas e busca conter manipulação de eleitores
A inteligência artificial deve desempenhar um papel ainda mais relevante nas eleições de 2026, tanto como ferramenta de campanha quanto como um dos principais desafios para a Justiça Eleitoral. Com o avanço de tecnologias capazes de criar imagens, vídeos e áudios falsos, cresce a preocupação com a disseminação de desinformação e o impacto desses conteúdos sobre a decisão dos eleitores.
Diante desse cenário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou novas regras para reforçar a segurança do processo eleitoral. As medidas proíbem o uso de conteúdos produzidos por inteligência artificial para enganar eleitores, manipular informações ou atacar adversários políticos por meio de deepfakes e outras formas de conteúdo digital falso.
Outra mudança importante amplia a responsabilidade das plataformas digitais na remoção de publicações enganosas e de perfis automatizados utilizados para espalhar desinformação durante o período eleitoral. As normas também restringem o uso de robôs e sistemas que simulam interação humana em campanhas, com o objetivo de evitar manipulações em larga escala nas redes sociais.
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O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, afirmou recentemente que a inteligência artificial representa um dos maiores desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral. Segundo ele, recursos como clonagem de voz, troca de rostos em vídeos e sincronização labial podem comprometer a confiança dos eleitores e dificultar a identificação de conteúdos verdadeiros.
Para o cientista político Carlos Santiago, embora a inteligência artificial represente um avanço tecnológico importante, seu uso inadequado pode trazer consequências para o processo democrático.
Segundo o especialista, a tecnologia pode contribuir para a produção de conteúdos falsificados, capazes de influenciar a opinião pública, disseminar informações inverídicas e prejudicar candidatos durante a campanha eleitoral. Ele ressalta, porém, que a ferramenta também possui aplicações positivas quando utilizada de forma responsável.
Além da atuação da Justiça Eleitoral, especialistas defendem que o combate à desinformação depende da participação de diferentes setores da sociedade. Entre eles estão o Ministério Público, a Polícia Federal, a imprensa e as próprias plataformas digitais, que terão papel estratégico na identificação e remoção de conteúdos ilegais.
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Outro ponto considerado essencial para o pleito de 2026 é a educação digital da população. A avaliação é que orientar os eleitores sobre como identificar conteúdos manipulados por inteligência artificial será fundamental para reduzir os efeitos da desinformação e fortalecer a confiança no processo eleitoral brasileiro.