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'NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI': Omar Aziz defende investigação de ministros do STF e diz que senado não pode ficar passivo diante da crise
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

Candidato ao Governo do Amazonas afirma que fatos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça precisam ser esclarecidos, cobra atuação do Senado e sustenta que a lei deve valer para todos

Da Redação do “PORTAL DO ZACARIAS” — Minha gente, enquanto alguns candidatos transformam a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal em combustível para discursos inflamados, o senador Omar Aziz (PSD) resolveu entrar no assunto por outro caminho: investigação.

 

O candidato ao Governo do Amazonas defendeu que os fatos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam devidamente apurados e afirmou que o Senado Federal não pode simplesmente assistir de braços cruzados ao que está acontecendo.

 

Para Omar, existe uma regra que precisa valer para todo mundo: ninguém está acima da lei.

 

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“Seja quem está no Supremo ou na Presidência da República”, afirmou o senador.

 

“O SENADO TEM OBRIGAÇÃO DE INVESTIGAR”

 

Omar lembrou que cabe ao Senado sabatinar os indicados ao Supremo e defendeu uma atuação mais firme da Casa diante das suspeitas que vêm sendo levantadas.

 

“A obrigação do Senado, que é quem sabatina o ministro do Supremo Tribunal, é investigar também. Não podemos ficar passivos diante do que está acontecendo. Existem fatos que têm que ser investigados, a sociedade brasileira está cobrando isso. Não é uma questão pessoal nem nada”, declarou.

 

O senador classificou como preocupante a situação enfrentada pelo STF e afirmou que uma instituição com o peso do Supremo deveria estar “acima de qualquer suspeita”.

 

Ao mesmo tempo, ponderou que nem todos os fatos são conhecidos pela sociedade e que muitas informações vêm aparecendo de maneira pontual.

 

Omar também mencionou o afastamento do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ocorrido nesta terça-feira (8), dentro dos desdobramentos da crise.

 

NEM STF, NEM PRESIDÊNCIA: A LEI É PARA TODOS

 

O discurso de Omar coloca o candidato numa posição interessante no debate eleitoral.

 

Ele não poupou o Supremo, não saiu em defesa automática de ministros e tampouco transformou a questão numa guerra de palavras.

 

Defendeu investigação.

 

“Isso serve de alerta para o Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, para todo mundo, porque ninguém está acima da lei”, disse.

 

Trocando em miúdos: se existe fato concreto, investiga-se. Se houve irregularidade, apura-se. E, se houver responsabilidade, que cada responda na forma da lei.

 

E A BR-319?

 

Mas a entrevista não ficou restrita à crise em Brasília.

 

Pouco antes de participar da arena do programa Alô Cidade, Omar havia retornado de uma viagem até Humaitá e voltou a falar sobre uma das maiores novelas da história recente do Amazonas: a BR-319.

 

Segundo o candidato, existem seis frentes de obras na rodovia e mais de R$ 780 milhões deverão ser investidos até o fim do ano.

 

Omar afirmou que a recuperação completa da estrada não ficará pronta em 2026 e estimou aproximadamente três anos para a conclusão.

 

Ele também creditou parte do avanço à mudança na legislação de licenciamento ambiental, após emenda apresentada pelo senador Eduardo Braga (MDB).

 

Omar voltou a criticar a ministra Marina Silva pela condução da questão ambiental envolvendo a rodovia.

 

“Ela criou uma narrativa contra a BR-319 e muita gente comprou essa narrativa contra a gente, nos prejudicando”, afirmou.

 

5 MIL POLICIAIS E DELEGACIAS 24 HORAS

 

Na segurança pública, Omar colocou outra promessa na mesa.

 

Caso seja eleito, afirmou que pretende convocar, até maio de 2027, mil policiais aprovados em concurso público que ainda não foram chamados. Também prometeu avançar na convocação de policiais civis e delegados até junho.

 

Além disso, anunciou a intenção de realizar concurso para 5 mil policiais, entre militares e civis.

 

O candidato criticou delegacias que encerram o atendimento às 17h e defendeu funcionamento durante 24 horas.

 

“Tem duas atividades-fim do governo que não podem parar um dia no ano: saúde e segurança pública”, afirmou.

 

OMAR PROMETE GUERRA CONTRA A FILA DO SISREG

 

E aí chegamos a um assunto que dói diretamente no bolso e, principalmente, na vida do amazonense: saúde.

 

Omar prometeu reduzir drasticamente a fila do Sisreg nos primeiros 100 dias de governo, caso vença a eleição.

 

Segundo os números apresentados pelo candidato, mais de 150 mil pessoas aguardariam atendimento, enquanto a demanda acumulada chegaria a aproximadamente 1,27 milhão de exames.

 

A estratégia apresentada prevê parcerias com clínicas e hospitais privados para acelerar exames e procedimentos.

 

O candidato também defendeu a construção de três maternidades em Manaus, novos hospitais e uma unidade da Rede Sarah Kubitschek no Amazonas, especializada em reabilitação.

 

DO STF AO POSTO DE SAÚDE

 

E aqui está o ponto político da entrevista.

 

Omar entrou no debate nacional, falou de Alexandre de Moraes, André Mendonça, Polícia Federal e cobrou investigação.
Mas não ficou apenas em Brasília.

 

Trouxe a conversa de volta para aquilo que efetivamente estará na mesa do próximo governador: BR-319, polícia, delegacias, hospitais, maternidades e Sisreg.

 

É exatamente aí que a campanha estadual começa a separar discurso ideológico de proposta administrativa.

 

O eleitor pode até querer saber o que seu candidato pensa sobre Lula, Bolsonaro, Moraes ou o STF.

 

Mas, no dia seguinte à eleição, continuará querendo saber outra coisa:

 

Quando sai meu exame? Quando chega médico ao interior? Quando minha delegacia funcionará 24 horas? E quando, finalmente, a BR-319 deixará de ser promessa?

 

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Até porque Brasília pode render discurso.

 

Mas é no Amazonas que o próximo governador terá de governar.

 

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