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Sinais nas pálpebras que parecem inofensivos, mas exigem atenção médica
Foto: Divulgação

Alterações aparentemente simples, como queda da pálpebra, inflamações ou nódulos, podem comprometer a saúde ocular

Embora muitas pessoas só procurem um oftalmologista quando apresentam problemas na visão, as pálpebras desempenham um papel essencial na proteção dos olhos e podem indicar doenças que exigem tratamento especializado. Alterações aparentemente simples, como queda da pálpebra, inflamações ou nódulos, podem comprometer a saúde ocular e, em alguns casos, necessitar de cirurgia.

 

Segundo a oftalmologista Dra. Olga Maria Calou, especialista em Cirurgia Plástica Ocular do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), as pálpebras protegem os olhos contra poeira, corpos estranhos e excesso de luz por meio do reflexo de piscar. Elas também abrigam as glândulas de Meibomius, responsáveis pela produção da camada oleosa da lágrima, que evita o ressecamento da superfície ocular.

 

Recentemente, um caso envolvendo o apresentador Felipe Pereira chamou atenção para os riscos de procedimentos estéticos na região dos olhos. Após uma aplicação de botox, ele desenvolveu uma ptose palpebral, condição em que a pálpebra superior cai e pode prejudicar a visão. De acordo com a especialista, embora o efeito seja temporário, é fundamental que pacientes nessas situações sejam acompanhados por um oftalmologista para evitar complicações.

 

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Entre os problemas mais comuns que afetam as pálpebras está a ptose palpebral, que pode surgir devido ao envelhecimento, traumas ou ser congênita. Quando a pálpebra cobre parte da pupila, o campo de visão pode ficar comprometido.

 

Outras alterações frequentes são o entrópio, quando a pálpebra se volta para dentro e os cílios passam a machucar a córnea, e o ectrópio, caracterizado pela pálpebra voltada para fora, deixando o olho mais exposto ao ressecamento e a infecções. Em muitos casos, essas condições exigem correção cirúrgica.

 

A blefarite, inflamação crônica das pálpebras, também merece atenção. Ela pode provocar obstrução das glândulas, levando ao surgimento de calázios e terçóis recorrentes. Quando o tratamento clínico não resolve, pode ser necessária a retirada cirúrgica do nódulo.

 

A pele das pálpebras também está sujeita ao desenvolvimento de lesões benignas e malignas, como o carcinoma basocelular. Feridas que não cicatrizam, pintas que mudam de aspecto ou caroços persistentes devem ser avaliados rapidamente por um especialista.

 

Outro problema pouco conhecido é a lagoftalmia noturna, condição relatada pela apresentadora Xuxa Meneghel, em que as pálpebras não se fecham completamente durante o sono. O quadro pode causar ressecamento da córnea e, dependendo da gravidade, exigir o uso de colírios lubrificantes ou até cirurgia.

 

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A especialista alerta que qualquer alteração persistente nas pálpebras, desconforto, assimetria repentina ou mudança na visão deve ser investigada por um oftalmologista. Além disso, recomenda evitar automedicação, principalmente com colírios que contenham corticoides, pois o uso inadequado pode causar complicações graves, como aumento da pressão ocular e outros danos à saúde dos olhos. 

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