A falta de decoro, a agressividade, a disseminação de fake news e até manipulação de vídeos protagonizados pela bancada bolsonarista na Câmara podem estar com os dias contados.
O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), quer impor um freio no que considera “excessos” na conduta de deputados, em especial os bolsonaristas, em comissões e no plenário.
Lira vai instalar na próxima quarta-feira (19) o Conselho de Ética da Câmara, que ficará sob comando do deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA). A intenção é restituir um ambiente de maior civilidade nos debates.
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A suspensão dos mandatos por até três meses, com corte no pagamento de salário aos parlamentares e na verba de gabinete, pode ser parte do pacote de “advertências” contra essa escalada de hostilidades.
Essa medida foi discutida por Lira com líderes dos partidos, na reunião que ocorreu nesta quinta-feira (13), em sua residência oficial.
Os líderes se comprometeram a orientar presidentes das comissões que pertencem às suas legendas sobre a imposição de limites na condução das reuniões.
As últimas semanas tiveram uma sucessão de episódios com forte repercussão. O primeiro foi o discurso de Nikolas Ferreira (PL-MG) usando uma peruca, no plenário, em referência a transexuais. Dias depois, Nikolas foi chamado de “chupetinha” em uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
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Nesta semana, após depoimento do ministro Flávio Dino (Justiça) na Comissão de Segurança Pública, Júlia Zanatta (PL-SC) acusou Márcio Jerry (PCdoB-MA) de assédio a partir da edição de um vídeo. No entanto, a íntegra do registro deixa claro que não há fundamento na denúncia da bolsonarista.
Fonte: Revista Fórum