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Com ou sem inverno, a cidade de Manicoré sofre com o descaso do prefeito Lúcio Flávio
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

Rua com água das chuvas empoçadas em condição intransitável ao menos

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Sem medidas de auto-proteção que ajudem a evitar catástrofes, a cidade de Manicoré, na região Sul do Estado, e a cerca de 332 quilômetros de Manaus, praticamente fica debaixo d´água o ano inteiro a cada inverno amazônico.

 

É o que se vê ao primeiro sinal de chuva forte no horizonte. As ruas (centrais e da periferia) sempre ficaram tomadas pelas águas, criando poças e aumentando os buracos formados nas laterais e no leito das vias de acesso utilizadas por pedestres e veículos. Nessa fase, a parte da cidade mais afetada são os bairros mais distantes.

 

Nas duas últimas semanas, o centro e os bairros mais populosos da cidade, que já foi referência mundial durante o período áureo da borracha nos anos 1939-45 (tempo que durou a Segunda Guerra Mundial), "são hoje um mundo sob águas fétidas pela urina de ratos e aparecimento de animais peçonhentos a céu aberto durante o período do inverno".

 

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Parte de uma área nobre da cidade

totalmente alagada pelas águas das chuvas
 

Já na estiagem, com a subida do nível do rio Madeira e seus afluentes, a Prefeitura vem tapando buracos nos pontos mais críticos com pedaços de tijolo e pedregulhos, "uma forma paliativa de maquiar valas e crateras", se queixam moradores dos bairros Andaraí, Manicorezinho, Lula e Guadalupe, e das estradas do Monte Santo, Areil e da Boca do Rio.

 

Nas últimas duas semanas de chuvas fortes e um leve intervalo, a parte central e da periferia da cidade teve casas invadidas por enxurradas e várias ruas transformadas em verdadeiras lagoas. Além de obrigar moradores a se refugiarem em casas de amigos e parentes durante enchentes na cidade e interior.

 

 

 

O prefeito da cidade, Lúcio Flávio (PSD), diante de uma iminente enchente ainda este ano com proporções semelhantes às cheias do rio Madeira e afluentes nos idos de 2014-21, para os moradores e opositores, "até agora ele não anunciou nenhum plano de contenção contra enchente, de saúde e/ou auto-proteção a moradores da cidade e ribeirinhos ".

 

A Prefeitura, por outro lado, é acusada de favorecer a empresa de um ex-colega de faculdade do prefeito com obras de envergadura, mas nenhuma de saneamento ou construção de rede profunda de esgotos para drenar águas servidas e pluviais", apontam formandos de Engenharia e Gestão Ambiental, em Manaus.

 

Chuvas fortes ou de menor intensidade sempre provocaram alagamentos nas áreas central e da periferiea da cidade de Manicoré. Mas se intensificaram nos últimos 2,5 anos, já que as "operações tapa-buracos" do passado pouco avançaram nas regiões mais afetadas, se concentrando apenas em vias do quadrilátero comercial e de áreas nobres.

 

Enquanto isso, bairros periféricos, segundo moradores, "amargam um profundo esquecimento e, por que não se dizer, verdadeiro descaso por parte do poder público municipal". À essa situação, disseram, somam-se atoleiros em vias de acesso à rádio local, escolas, igrejas, postos de saúde, creches, mercearias, unidades de saúde e farmácias de bairros, além das áreas atingidas em pontos críticos (escadaria a ponto desabar) do porto da cidade.

 

 

Essa rua cheia de buracos e com poças de água e sem

rede de esgoto  liga os bairros de Santo Antônio e

Andara, onde mora o vice-prefeito de Manicoré (PSC)

 

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