Momento da União da CPT-Labrea, Amari e os Povos da Terra Indígena Paumari (Ilha das Onças) para a desobstrução e limpeza dos rios, furos e igarapés no Rio Ituxi e nas proximidades das Aldeias
*Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Ao menos quatro anos atrás, a Associação dos Moradores Agroextrativistas da Resex Ituxi (Amari)tenta fazer com que o Governo Federal por meio da Unidade Avançada do ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade) deflague operação de limpeza de furos, igarapés e regiões lacustres.
Com negativa e má recepção protagonizadas por parte de gestores do órgão cuja responsabilidade é garantir a preservação e conservação do meio ambiente, além de manter as populações tradicionais fixas nas reservas, fez com que o presidente da entidade, José Duarte, a buscar cooperação com outras Organizações Não-Governamentais (ONGs).
A ação entre o órgão católico e a Amari resultou, na oportunidade, na aprovação de medidas preventivas que serão executadas, inclusive, com o apoio de lideranças indígenas ao longo e entorno da Resex Ituxi.
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Sede do ICMBIO em Labrea . Extrativistas tem dificuldades
para obter acesso a programas do órgão, apoio
para limpeza de furos, rios e igarapés
O plano aprovado, segundo José Duarte e o Coordenador "Francisco da CPT", reunisse com extrativistas da região na Comunidade Volta do Bucho, a cerca de 2,5 dias da cidade de Lábrea. O encontro definiu as ações prioritárias do calendário de atividades 2022-23.

Extrativistas da Comunidade da Volta do Bucho
seguindo viagem da cidade de Lábrea a Resex Ituxi
Sem apoio oficial, o Grupo de Trabalho e Ação (GTA) formado entre a entidade presidida por José Duarte e o Vice Antônio Vitorino, o representante da CPT-Lábrea (Francisco da CPT) e o Cacique Timóteol Paumari, à frente da Terra Indígena "Ilha das Onças", concluiu a primeira etapa dos trabalhos em dezembro de 2022.
O combustível usado nas operações de corte de toras de madeira, tocos de paus (comumente chamado de pausada), galhos de árvores caídas e objetos que obstruem os acessos às comunidades, "foram retirados dos leitos e margens dos rios, furos e igarapés".
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O próximo passo será dado após avaliação da primeira fase dos trabalhos prevista para final deste mês. Segundo José Duarte, "o custo é muito alto, até porque, é responsabilidade do ICMBIO" - órgão encarregado da proteção, conservação, conservação e preservação das reservas de âmbito federal no País.
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