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Enfim, nasce liderança com visão de mundo e compromissada com a manutenção do trabalho, da história e da tradição dos povos originários voltada ao respeito e aos direitos de dignidade e cidadania às origens Apurinãs
Foto: Reprodução

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Espalhados a força e quase banidos dos territórios que habitavam pela ação de não indígenas (brancos) nos últimos séculos, a parte maior do Povo Apurinã do Amazonas, apesar da proteção do novo Governo, ainda não vive em paz nem encontrou a verdadeira dignidade e a garantir dos seus direitos como determina a Constituição Cidadã de 88.

 

Da migração forçada advinda do século passado e nos últimos anos de governos descompromissados com a questão indígena (principalmente, na Amazônia Oriental e Ocidental), “até aqui, nenhuma política pública veio, verdadeiramente, de encontro aos caminhos que buscamos”, diz a Apurinã Naici Brito, de 39 anos.

 

Por conta e risco de parte das lideranças Apurinãs aldeiadas, é que na Comunidade Nova Vila, na microrregião do município do Iranduba, onde o Turismo Indígena também cresce no entorno da Grande Manaus, “é que essas mesmas lideranças correm contra o tempo a fim de ter novas conquistas nesse setor”, acrescenta Naici que estuda Logística e Perícia Criminal.

 

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Em um bom regresso às origens Apurinãs, dentro do processo histórico que visa resgatar “nossa força, nossa verve antropológica que norteia nossa cultura e nossos pontos positivos enquanto indígenas amazonenses”, Naici Brito, afirma que, “estamos em busca da autodeterminação negada há séculos antes da Constituição Cidadã de 88, um direito que nos assegura tocar nosso próprio destino”.

 

Naici Brito aponta que "essa luta é válida para todos os Povos”.

 

Para esse sonho se tornar realidade, é que as atuais gerações do Povo Apurinã pretendem, já nesse início do Governo Lula, demandar uma série de projetos, principalmente, aos ministros Sônia Guajajara, Dos Povos Originários, Marina Silva, do Meio Ambiente e Condição Climática, da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, à presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joênia Wapichana, da Educação, Camilo Viana, dos Direitos Humanos e Turismo.

 

De imediato, lideranças Apurinãs da raiz que habita as áreas entre os municípios de Autazes, Manaquiri, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Iranduba e Manacapuru, na mesorregião da Grande Manaus, pretendem explorar atividades voltadas ao turismo indígena doméstico, de recepção e científico. Além de conquistar nichos de mercado a partir da produção de roupas, artesanato, gastronomia, hortifrutigranjeiro e aumentar o número de Apurinãs nas universidades.

 

O primeiro passo já foi dado com a unificação das famílias das regiões alagadiças no entorno da Comunidade Nova Vila, ao menos 2,5 horas de Manaus, com acesso pelo Furo do Paracuúba. Esse canal, segundo testemunho das lideranças Apurinãs, “será explorado de forma projetada ao acesso ao largo central onde habitam”, bem como ao longo dos rios Madeira, Ituxi e Médio Purus, revela Naici Brito.

 

O “PORTAL DO ZACARIAS” esteve na párea dos Apurinãs no último final de semana. Na ocasião, foi informado dos sonhos, desafios e da luta pela autodeterminação aos Apurinãs, justamente, “nesse momento em que o Mundo se voltou, mais agressivamente, aos Povos Orginários da Amazônia” com relação à sua preservação.

 

De concreto, a Comunidade Apurinã da Nova Vila, habitada por cerca de 200 famílias originárias e de não-indígenas, as famílias originárias já exercem quase todas as atividades voltadas ao turismo indígena e comunitário previsto e incentivado pelo Ministério do Turismo (MinTUR). O ponto alto dessas ações, “é garantir emprego, renda, autonomia, saúde e educação de qualidade às futuras gerações”, como a segurança alimentar e acesso rápido às Universidade.

 

Nessa direção, o Canal do Paracuúba, na ligação do Rio Negro com o Solimões, até à praça central dos Quiosques e do casario antigo, “o turista se delicia com belas paisagens, aprecia entes da fauna, flora, com os cânticos lúdicos, entra nas danças originárias e pode comprar souvenir (artesanato). Além da escuta de “causos” reavivados na voz do Patriarca e Matriarca Apurinã e indígenas agregados.

 

EMPREENDEDORISMO APURINÃ

 

No largo onde se concentram domadores de da lendária Anaconda (Sucuriju), filhotes de Jacarés (Açú e Tinga) são exibidos, além de exemplares de macacos (espécie Cheiro e outros), pássaros e produtos típicos Apurinã e de parte de outros Povos nômades do Rio Negro. O novo barracão (10 x 50m) serão abrigados quiosques para o Artesanato, Pintura (Tatoo), seções de Vestuário, Bijuteria e outros produtos típicos e originários do Povo Apurinã.

 

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Um segundo projeto de fortalecimento da presença do Povo Apurinã na mesorregião de parte do Rio Negro, na ligação com os rios Madeira e Solimões - que já chegou a habitar ao menos 1/3 (um terço) dos biomas do Estado nos dois últimos séculos - é o ensino da língua materna. A geração atual, pretende, ainda, abrir lojas virtuais, criando meios próprios de comércio e se conectar com o Estado, o País e o Mundo através de canais oferecidos pela Internet.

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