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Haddad apresenta ao presidente da Câmara e a deputados líderes de partidos a nova regra de controle das despesas públicas
Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou, nesta quarta-feira (29), a líderes de partidos da Câmara a regra nova de controle de despesas públicas que vai substituir o teto de gastos.

 

O discurso dos integrantes do governo foi afinado ao longo do dia. Ainda despachando no Palácio da Alvorada por recomendação médica enquanto se recupera de uma pneumonia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou, à tarde, ministros da área econômica, a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, e líderes no Congresso para uma reunião decisiva para fechar os detalhes da nova âncora fiscal e discutir a necessidade de trabalhar por apoio para a aprovação.

 

A proposta será enviada para o Congresso Nacional e precisará ser aprovada pelos deputados e senadores.

 

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O arcabouço fiscal é um conjunto de normas para as contas públicas do governo federal e vai substituir o teto de gastos, em vigor desde 2017, que estabelece um limite máximo para as despesas federais.

 

Nos últimos anos, o governo pediu e o Congresso Nacional aprovou gastos fora do teto, o que levou ao debate sobre uma nova regra.

 

No fim da tarde, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi até a residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, do Progressistas, para explicar a proposta aos líderes dos partidos na Casa.Na chegada ao encontro, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, avaliou que a recepção dos parlamentares à proposta será positiva.

 

“Acredito que o Congresso Nacional vai receber muito bem a proposta porque ela combina responsabilidade social com responsabilidade fiscal; estabelece instrumentos que a gente chama instrumentos anticíclicos, que possam estimular a economia em momentos que a economia tenha algum momento de retração; dá regras estáveis que ultrapassam o governo do presidente Lula, ou seja, permite planejamento e previsibilidade para quem quer investir no nosso país”, disse.

 

Nesta quinta-feira (30) de manhã, Haddad fará a apresentação ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do PSD, e aos líderes dos partidos da Casa.


O Jornal Nacional apurou que a nova regra fiscal proposta pela equipe econômica vai combinar um limite para os gastos do governo federal e uma meta de resultado primário, o indicador que mostra a diferença entre as receitas e despesas.

 

Pela proposta, o crescimento da despesa só vai poder chegar a 70% do crescimento da receita e vai ter um limite máximo anual além do qual o gasto não pode crescer - como um teto de gastos.

 

A meta de resultado primário vai ter uma "banda" dentro da qual o saldo das contas públicas, a diferença entre o que se arrecada e o que se gasta, pode variar - assim como funciona hoje com a meta de inflação.

 

Caso o resultado primário em um ano não fique dentro dessa "banda", a regra de crescimento de gastos fica mais restritiva no ano seguinte, para evitar descontrole das contas públicas.

A PROPOSTA PREVÊ:

 

zerar o déficit primário no ano que vem - ou seja, reverter o saldo negativo das contas públicas;


em 2025, alcançar um superávit, saldo positivo, de 0,5% do Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas no país no ano;

 

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superávit de 1% do PIB em 2026, último ano do governo Lula.

 

Fonte: G1

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