Em entrevista ao programa Fórum Café desta segunda-feira (10), o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) fez fortes críticas à postura econômica do governo Lula.
Para o experiente parlamentar, o governo não está agindo de forma arrojada e pode pagar um alto preço por não adotar posturas econômicas mais expansionistas e manter o arcabouço conservador proposto por Haddad.“Eu acho que o que está em jogo é o governo do Lula. E a gente não quer que dê errado”, diz. "A gente está amarrando as nossas próprias mãos", afirmou o parlamentar.
Para ele, o arcabouço fiscal de Fernando Haddad é quase suicida. “A gente está vendo a economia desacelerando e o Banco Central com uma taxa de juros. Mais déficit primário zero. O que significa isso?", afirmou.“A gente vai ter que cortar investimentos ou políticas sociais e isso em cenário de desaceleração econômica é suicídio”, afirmou o deputado.
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Ele relembrou que, em 2016, fez críticas similares aàs decisões de Joaquim Levy. Agora, tem que enfrentar as mesmas questões. “O cenário que está traçado é grave. A gente tem responsabilidade por Lula. Eu me lembro de cada minuto deste golpe que a gente viveu no Brasil”, disse.Não é impossível
Derrubar Campos Neto se tornou o sonho de consumo do Partido dos Trabalhadores e da base política do governo para incentivar o crescimento e a geração de empregos no país.
Para Lindbergh, a situação é grave. “Não existe explicação para o Brasil ter a maior taxa de juros do mundo”, disse. O parlamentar afirma que, em caso de falta de crescimento, parece uma situação grave. “Crise política em um congresso controlado pelo centrão é uma bomba prestes a explodir”, completou.
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“É uma decisão que a exige coragem. Eu não acho impossível. Se fizer uma negociação no Senado, pode ter. Daqui a 2 meses, o cenário econômico vai se agravar. Se eu fosse presidente, tentaria tirá-lo. Acho que ele pode ferir de morte o governo do Lula”, completa.
Fonte: Revista Fórum